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Não somos idiotas – por Milton Parron

Militar de baixa patente, fardado, mastigando chiclete de bola publicamente, imaginou? Quanto mais roendo unha, difícil acreditar, se for de alta patente, impossível. Não é que aquele coronel cuja esposa, segundo ele, se matou enquanto ele estava no banho – afirmou que as marcas profundas de unhas encontradas no pescoço da falecida tinham sido causadas por sua filha, uma menina de 7 anos – e, para fechar a defesa de sua tese maluca, garantiu que as marcas de esganadura no pescoço da mãe também foram causadas pela filha, repito, de 7 anos.

E foi além, ao jurar de pés juntos, que tem mania de roer as unhas e por essa razão as marcas de unhas no pescoço da vítima jamais poderiam ter sido causadas por ele. Será que além daqueles que lhe são subordinados por força da patente, esse cidadão julga que toda a população brasileira é constituída de um amontoado de idiotas, excluindo, claro, os amigos que foram ao seu encontro, voluntária ou involuntariamente, e ajudaram a prejudicar a cena onde os fatos ocorreram? Além de roer unhas, o banho parece ser outra de suas manias, uma vez que estava no chuveiro enquanto sua esposa “se matava”, e assim que chegou, o socorro resolveu tomar mais um banho. Se fosse um soldado, cabo ou sargento, inocente ou não, já teria sido pronunciado, julgado e condenado.

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