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Cansei de falar sério – por Mário Rubial

Verdade! Nas minhas últimas crônicas tenho abordado temas políticos, quase sempre negativos, porque nossos representantes naquele negócio chamado Brasília, onde todos se protegem para encobrir as safadezas, virou a Casa da Mãe Joana, para não falar outra coisa…

Quero falar de botecos!

Saudável instituição que ameniza nossos problemas diários.

Recebi de amigos um vídeo resgatando os tira-gostos dos velhos e queridos tempos. Que eu tanto curti, não só por ter na família origem para tal – meu pai era dono de cabarés – como por força, felizmente, das profissões que abracei ao longo de minha vida. 

Sim, fui publicitário e, em menor tempo, jornalista. E nessas duas atividades o que não faltam são reuniões em botecos e restaurantes. E para falar de trabalho!

Dou como exemplo o projeto da Revista Globo Rural. Decorrente do programa exibido na TV Globo, teve toda a sua concepção nas mesas de diversos bares, com a participação do Humberto Pereira que já dirigia com grande sucesso o programa na TV, do João Noro, responsável pela área de fascículos e livros na Editora Globo, e deste colunista que coordenou a área comercial.

Muitos encontros etílicos-jornalísticos-publicitários que resultou num grande sucesso editorial. Uma revista dedicada ao segmento rural que chegou a vender mais de 400.000 exemplares!

Mas voltando ao vídeo, lá estão diversas histórias de botecos paulistanos e suas deliciosas receitas com seus tira-gostos mais famosos.

Precisaria escrever um livro para relatar todos os botecos que frequentei na vida. Mas começo com um famoso, felizmente em atividade até hoje: Bar Léo, que fica na Rua Aurora ,100, inaugurado em 1940.

Foi lá que eu, João Noro e Heitor Paixão, levamos pela primeira vez o carioquíssimo jornalista Jaguar, que na época atuava no saudoso Pasquim. Acostumado com o chopp carioca que quase não tem colarinho, ficou assustado com o enorme creme branco que cobria o líquido dourado servido no Léo. Mas que acabou virando fã e grande divulgador do respeitável boteco paulistano.

Semana que vem, volto com mais histórias dos maravilhosos botequins.

FRASE DE BOTECO

“Uma mulher me levou a beber – e eu nem ao menos lhe agradeci por isso”.

W.C.FIELDS

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