Verdade! Nas minhas últimas crônicas tenho abordado temas políticos, quase sempre negativos, porque nossos representantes naquele negócio chamado Brasília, onde todos se protegem para encobrir as safadezas, virou a Casa da Mãe Joana, para não falar outra coisa…
Quero falar de botecos!
Saudável instituição que ameniza nossos problemas diários.
Recebi de amigos um vídeo resgatando os tira-gostos dos velhos e queridos tempos. Que eu tanto curti, não só por ter na família origem para tal – meu pai era dono de cabarés – como por força, felizmente, das profissões que abracei ao longo de minha vida.
Sim, fui publicitário e, em menor tempo, jornalista. E nessas duas atividades o que não faltam são reuniões em botecos e restaurantes. E para falar de trabalho!
Dou como exemplo o projeto da Revista Globo Rural. Decorrente do programa exibido na TV Globo, teve toda a sua concepção nas mesas de diversos bares, com a participação do Humberto Pereira que já dirigia com grande sucesso o programa na TV, do João Noro, responsável pela área de fascículos e livros na Editora Globo, e deste colunista que coordenou a área comercial.
Muitos encontros etílicos-jornalísticos-publicitários que resultou num grande sucesso editorial. Uma revista dedicada ao segmento rural que chegou a vender mais de 400.000 exemplares!
Mas voltando ao vídeo, lá estão diversas histórias de botecos paulistanos e suas deliciosas receitas com seus tira-gostos mais famosos.
Precisaria escrever um livro para relatar todos os botecos que frequentei na vida. Mas começo com um famoso, felizmente em atividade até hoje: Bar Léo, que fica na Rua Aurora ,100, inaugurado em 1940.
Foi lá que eu, João Noro e Heitor Paixão, levamos pela primeira vez o carioquíssimo jornalista Jaguar, que na época atuava no saudoso Pasquim. Acostumado com o chopp carioca que quase não tem colarinho, ficou assustado com o enorme creme branco que cobria o líquido dourado servido no Léo. Mas que acabou virando fã e grande divulgador do respeitável boteco paulistano.
Semana que vem, volto com mais histórias dos maravilhosos botequins.
FRASE DE BOTECO
“Uma mulher me levou a beber – e eu nem ao menos lhe agradeci por isso”.
W.C.FIELDS












