A próxima Copa do Mundo de Futebol entre Seleções, que está programada para começar dia 11 de junho deste ano (falta menos de um mês) com o jogo entre México e África do Sul, na Cidade do México, à partir das 16 horas (de Brasília), pode não alcançar o sucesso que a FIFA previu quando decidiu promover esse torneio em três sedes (Estados Unidos, México e Canadá), simultaneamente.
É que, ao contrário do que a entidade máxima do futebol mundial imaginava, a atual venda antecipada de ingressos tem sido um enorme fracasso, e nada garante que essa situação vai mudar. Só para que vocês tenham uma idéia, um ingresso normal para assistir só o jogo de abertura na capital mexicana custa nada menos do que mil dólares (hoje o dólar está custando aqui no Brasil, 4,91 reais, no câmbio oficial!). Nesse caso, um torcedor brasileiro teria que pertencer a elite financeira brasileira para custear passagens de avião, hotel e ingressos para ver a Copa toda (ou mesmo, parte dela). Algo impossível.
E não é impossível só para o torcedor brasileiro, mas para a grande maioria dos torcedores dos países que terão seleção na próxima Copa do Mundo. Curioso é que até agora, o presidente Gianni Infantino não se deu conta disso. Até o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando soube que o preço do ingresso para o primeiro jogo da Copa custaria mil dólares,comentou: “sinceramente, eu não pagaria tudo isso para ver um jogo de futebol”.
Mas não será só o preço do ingresso que vai prejudicar a ida do torcedor aos Estados Unidos para ver os jogos da Copa. Há também o veto do presidente Trump à presença de torcedores de várias nacionalidades (45 países!), entre os quais estão brasileiros e iranianos. Ele simplesmente proibiu a liberação de vistos de ingressos para torcedores do Brasil e também decidiu que, como o Irã está em guerra com os Estados Unidos, seus torcedores não terão visto para entrar em seu país.
Lembro que, em todas as Copas, o terceiro maior número de torcedores presentes nas últimas Copa, foi de brasileiros. Desta vez não vai ser assim. Trump já vetou. Por sorte, ainda há muitos brasileiros que moram e vivem lá e poderão, sem maiores problemas, irem aos estádios para ver o Brasil jogar. Mas aqueles que moram aqui, não terão esse privilégio. Outros que com certeza já estão vetados, são os iranianos.
O Irã vai disputar a Copa, mas como o país está em guerra com os Estados Unidos, seus torcedores não terão direito a entrar em território americano para ver seu time jogar. Algo que nunca aconteceu em outras Copas, mas que nessa vai acontecer e diminuirá em muito o faturamento final esperado pela FIFA para uma Copa que, pela primeira vez na história, contará com a presença de seleções de quarenta e oito países.
Uma lástima. Um desperdício.












