Há famosas “não notícias”, hoje chamadas de “fake news”, que sempre alimentam o noticiário da mídia brasileira.
Por anos os jornais, quando precisavam aumentar as vendas, vinham com manchetes “novas revelações no caso Dana de Teffe”, que tratava do desaparecimento de uma diplomata tcheca no Rio.
Não havia revelação nenhuma. Era só para vender jornal.

Noutros tempos, a Notícias Populares criou uma estória fantasiosa do “bebê-diabo” que teria nascido no ABC e não saía dos jornais. Tudo para ganhar leitores.

O UOL agora, sem muita criatividade, vai pelo mesmo caminho, criando uma campanha para que Messi supere Pelé como o maior nome do futebol.
Como o caso Dana de Teffe, ou o caso do “bebê-diabo”, o esforço do UOL é só para ganhar incautos.
Há um abismo que separa o tamanho de Pelé e Messi.
Somente o desejo de conseguir leitores leva um portal “sério” a enfiar-se numa conversa dessa.
O tamanho de Pelé no futebol, as suas múltiplas habilidades, a extraordinária genialidade e sua ampla repercussão no mundo lançam Messi a quase um anão no mundo esportivo.
Esse exercício de jornalismo de “não notícias” já apareceu inúmeras vezes com outros Messis, e depois tudo volta à realidade.
Pelé é um extraterreno. Vem um a cada 200 anos. Como Mozart, Beethoven, Verdi ou Puccini.
Messi nem fica entre os vinte maiores da humanidade.
Só serve hoje para ser um “bebê-diabo” ou uma “Dana de Teffe”.












