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Pegando carona no Ruy Castro – por Mário Rubial

Acabo de ler na Folha de hoje mais uma excelente crônica do Ruy Castro, O PULMÃO DE MAU HUMOR.

No texto ele aborda com a competência de sempre, as agruras dos fumantes mais conhecidos dos brasileiros.

Embora não seja exatamente muito conhecido, me incluo no grupo de idiotas fumegantes.

Conto a história.

Idiotamente, faço questão de assim considerar, comecei a fumar com 12 anos de idade! Isso mesmo 12 anos! Um imbecil irrecuperável. E achava que estava abafando!

Hoje tenho a clareza de quão imbecil eu fui. Um imberbe com um troço fumegante entre os lábios se achando o máximo!

Tempo passando e eu fumando escondido.

Até que aos 16 anos fui morar com meus tios numa casa que ficava na Al. Jaú, no bairro de Cerqueira Cesar em São Paulo. Meu tio Ignácio fumava, dava duas ou três tragadas e apagava o cigarro no cinzeiro. Em vez de esmigalhar o dito cujo, apenas tirava a brasa e depositava o bastonete praticamente inteiro. Eu, claro, recolhia as bitucas e ia fumar no banheiro, cuja janela dava para a calçada onde meu tio e amigos batiam papo perto da hora do almoço.

Certo dia, após “baforar” uma das maravilhosa bitucas, desci para a rua.

Lá estava meu tio no papo com os amigos. Me chama e coloca um dinheiro nas minhas mãos e diz:

Vá ao bar e compre dois maços de Piccadilly.

Retruco:

Dois maços? O senhor só fuma um…

É verdade, só que outro é para você!

Surpreso contestei:

Mas eu não fumo!

Diz o tio:

Então o banheiro lá de cima costuma pegar fogo!

Foi uma risada geral e eu segui com o vício idiota até meus 30 anos, quando decidi parar.

GRAÇAS AO SANTO E BOM DEUS!

FRASE DE BOTECO

“Deixar de fumar é a coisa mais fácil do mundo.
Eu mesmo já deixei dezenas de vezes…”.

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