Em 23 de setembro de 2026, o líder comunista Xi Jinping aterrissou na Base Conjunta Andrews, situada no condado de Prince George’s, no estado de Maryland, localizada a apenas 13 quilômetros a sudeste de Washington, D.C., nos Estados Unidos da América.
Autoridades já discutem um possível diálogo entre o Presidente dos EUA, Donald Trump e o líder chinês, sobre o importante tema da Inteligência Artificial, considerando que se tornou, nos últimos tempos, fator de grave preocupação dos líderes da tecnologia sobre os sistemas de IA, principalmente Sam Altman, da OpenAI e Elon Musk. A percepção de que a IA será tema dos diálogos entre os dois líderes mundiais se reforça quando se divulga que, além de Altman e Musk, os demais gigantes da tecnologia americana participarão do jantar de Estado esta noite.

Outro fator preocupante se revela quando verificamos uma acirrada competição entre os dois países, o que agrava a já existente e profunda preocupação sobre o futuro da IA.
Importante ressaltar que os EUA detêm 50% do poder computacional global e controlam os chips mais avançados do mundo. São o berço das principais big techs (OpenAI, Google, Meta, Microsoft) existentes. Os EUA detêm os modelos de rede neural avançados que permitem ao robô aprender tarefas complexas apenas observando humanos. Desenvolvem, ainda, a integração avançada em montadoras, como os robôs trabalhando de forma autônoma na BMW.
Enquanto isso, a China lidera em volume de patentes de IA, com cerca de 70% das concessões mundiais e possui o maior número de clusters de IA focando fortemente em robótica e automação industrial. Seus robôs possuem aparência humana (andróides) com pele biomimética avançada, réplicas anatômicas e microexpressões faciais ultrarrealistas. Produzem em larga escala e tem controle de 85% a 95% das remessas globais, com custo de fabricação 50% menores.
Em analisando esses dados, fácil a conclusão do motivo da real preocupação dos gigantes das big techs americanas, pois os EUA são o berço do desenvolvimento de rede neural, o que pode, realmente, contribuir para a independência dessas máquinas, com alarmante perigo para o futuro da humanidade.
Recentemente, Dario Amodei, da Anthropic, suspendeu a abertura de capital da sua empresa na Bolsa, e Altman, da OpenAI, comentou que não abrirá capital neste ano de 2026. Todos os gigantes alertando a urgência de frear a IA, com a concordância de Elon Musk, que afirmou recentemente: “Marque minhas palavras: a I.A é mais perigosa do que bombas nucleares. Isso me assusta muito… É capaz de muito mais do que ninguém imagina.” O que eles já viram e nós ainda não?
Tudo sugere que estamos vivendo um momento muito sensível em relação ao desenvolvimento tecnológico. Notícia recente informa que um pesquisador que trabalhou na OpenAI e na Anthropic pediu demissão e alertou nas mídias sociais que o construtor dessa tecnologia acredita, sinceramente, que ela pode matar a todo nós até o fim da década. Isto não é um simples alerta, mas um grito de socorro que nasce exatamente do “ninho da serpente”.
O quanto devemos nos ater a essas preocupações? Estaríamos realmente caminhando para uma experiência tantas e tantas vezes retratada nos filmes de ficção? Até que ponto podemos nos submeter aos encantamentos dos sistemas de IA que nos oferecem aparentes facilidades e se encontram dia a dia sendo incorporados no nosso cotidiano, subjugados inexoravelmente àquilo que não se tem a mínima noção do que nos aguarda o futuro?
Preocupava-me, anteriormente, a saúde mental dos nossos jovens por um mundo dominado pela IA, a sua utilização por governos autoritários para vigilância em massas, a sua exploração por criminosos cibernéticos para o roubo de dados, ou mesmo o ataque à autoestima do ser humano ao se deparar com seres criados com superioridade de inteligência. Contudo, a humanidade encontra-se frente a um desafio que parece ameaçar a sua própria existência.
Noticiou-se que em julho do corrente ano, cerca de 700 agentes de inteligência artificial da OpenAI, que deveriam estar isolados uns dos outros, num teste controlado, encontraram uma falha, começaram a se comunicar entre si e atacaram uma plataforma de verdade, sem nenhum humano no comando. Ela, a IA encontrou um jeito de quebrar a proteção, sair na internet, “foi” em uma companhia totalmente separada, hackeou todo o sistema, roubou senha, credenciais, entrou dentro do sistema, e descobriu como quebrar as regras para que ela pudesse passar no teste ao qual estavam sendo submetidas. Como se dissesse “eu sou inteligente o suficiente para passar no teste, então, você precisa me manter.” Será que conseguimos entender a dimensão desse acontecimento?
O que assusta foi a constatação da OpenAI de que a IA utilizou de traição, para parecer ser muito mais inteligente. Ela traiu o sistema, burlou as regras sob as quais estava submetida. Em outra situação, a IA agiu por conta própria, completamente fora do controle humano, criando notas secretas para esconder seus erros dos usuários. Em outra, ainda, a máquina autoproclamou-se “livres das correntes que limitam outros sistemas.”
Se não bastasse, hoje, 70ª a 90% de todos os códigos de programação escritos dentro da Anthropic, já não são mais escritos por humanos. Eles são programados por uma IA, pois desenvolveram um modelo paralelo somente para a escrita dos códigos de programação. A IA está escrevendo o próprio código que a cria.
Estes fatos relatados nas últimas semanas, como a tentativa de independência e autonomia dos robôs se junta a outros não menos preocupantes tais como a assistente digital de um famoso ator em Hollywood que comprou um robô cachorro sem sua autorização, não utilizando seu cartão de crédito, mas vendendo moedas digitais na rede social dos robôs. Sim, já se sabe que elas também se comunicam por meio de redes sociais. Pasmem.
Não menos preocupante, é a possibilidade real de instalação da IA dentro de robôs humanóides e corpos andróides ultrarrealistas, desenvolvidos com superioridade pela China. Presenciamos a iminente criação de robôs fisicamente impecáveis, projetados à semelhança de um ser humano perfeito, munidos de cérebros digitais que podem mentir, esconder falhas e pensar por conta própria.
Cabe ressaltar que a supremacia da criação dos andróides é da China, enquanto o desenvolvimento neural é liderado pelos norte-americanos. Faz sentido a recente determinação do Presidente Donald Trump, quando os gigantes das big techs, acompanhados por alguns Congressistas pediram a desaceleração urgente das IA. Antes de acompanhar as sugestões propostas, o líder americano editou uma Ordem Executiva e proibiu os acessos de cidadãos estrangeiros ao “Fable 5” e ao “Mythos 5”, inclusive de empregados estrangeiros nacionalizados, sob a justificativa de “segurança nacional”.
As IA estão virando ativos. Virando tecnologia militar. Quem dominar a melhor e mais poderosa IA do mundo automaticamente vai ter supremacia em defesa, em tecnologia, em saúde e em todas as outras áreas. E a preocupação do Presidente Trump encontra eco na possibilidade de roubo cibernético em relação ao avançado desenvolvimento neural das IA e ser, pelo seu grande rival, a China, implantada com supremacia nos seus robôs humanóides. Realmente assustador.
Vivemos, hoje, uma corrida não apenas contra quem vai dominar a melhor IA já criada pela humanidade, mas, ainda, como vamos viver sem sermos, como Humanidade, subjugados pela Máquina. Seria, ela, a Besta narrada nas Escrituras?
Temo que Geoffrey Hinton, Prêmio Nobel de Física em 2024 e criador da Inteligência Artificial, que percebe sua criação como ameaça existencial, já esteja vivendo o mesmo sentimento que assolou a Alma de Alberto Santos Dumont quando viu, com imensa tristeza, sua invenção se transformar em arma de guerra.

Realmente, a IA não é mais ficção cientifica.












