Há semanas, anunciei votar no Caiado, na esperança de que, mesmo liberal e quase rançoso, tinha traquejo para ser a terceira via. Mas está ocorrendo aquilo que eu menos desejava: habituado a “cheirar” pesquisas, percebo que pode ser decidido no primeiro turno. Lamentável não termos sido capazes de sustentar uma alternativa à raivosa polarização entre a “esquerda anacrônica” e a “direita terraplanista”.
Adotarei, portanto, a máxima que Mario Covas vaticinava: “Entre dois indesejados, seja pragmático. Escolha aquele que apresente melhor diferença histórica ou comportamental”. Foram as razões para, com ele, subir no palanque do Lula em 1989 e no da Marta Suplicy, em 2000.
Então, face a demência e a idolatria pelo atraso — caminho obscuro para a derrocada da democracia agora em 2026 —, minha opção será o Lula, pois existe a cristalina diferença apregoada pelo Covas. Lula, mesmo pecando com o seu narcisismo (acha que nunca erra), tem a favor a sua verve nas questões sociais. Três bons exemplos:
1) Instado por Betinho, adotou a erradicação da fome;
2) Manteve o “Bolsa Escola”, criado por Ruth Cardoso;
3) Desonerou os baixos salários do famigerado Imposto de Renda. E, de lambuja, mostra-se adepto a temas que tranquilizam as mulheres e famílias.
Mas… mudanças de choque acontecerão no seu novo mandato? Não acredito! Será mera continuidade daquilo que vem fazendo. Razão suficiente para eu manter a minha posição de sempre crítico ao PT e a esquizofrênicos militantes. Porém, fico conformado, pois, para fazer jus à sua biografia, Lula será instado a preservar o diálogo solidário entre todos, sem distinção de credos, etnias e classes econômicas. Ou seja, a democracia que construímos e prezamos será conservada pelas décadas e séculos que virão.
Falei!
Ah, para ilustrar, adaptei a risível charge que circula nas redes. Grato ao criativo chargista!













