O mundo inteiro está sentindo os efeitos da ação humana sobre este nosso único e frágil habitat. E a maior cidade do Brasil tem consciência de sua responsabilidade quanto aos impactos dos fenômenos extremos causados pelo aquecimento global.
Tanto assim, que mais de dez bilhões de macrodrenagem já foram investidos para evitar as enchentes e poupar vidas. Por óbvio, séculos de insensatez não podem ser corrigidos numa gestão de quatro anos. Mas a sensibilidade do Prefeito Ricardo Nunes criou uma Secretaria de Mudanças Climáticas, antecedida pela elaboração de um Plano de Ação Climática em plena execução e com ambiciosas metas.
As soluções baseadas na natureza, que nasceram em Piratininga com esplêndidos projetos para o acolhimento do Tietê à vida urbana, foram abandonadas no decorrer do tempo. Influência da especulação imobiliária, ávida por disputar cada centímetro quadrado deste chão que abrigava milhares de cursos d’água e uma exuberante fauna e flora.
Não é pouco o que a gestão Ricardo Nunes tem feito para devolver São Paulo à natureza que ela sempre hostilizou. A longo prazo, o fabuloso Plano Hidroviário, o resgate das águas pela população paulistana. A curto prazo, os jardins de chuva, os bosques urbanos, as áreas declaradas de utilidade pública para se transformarem no oásis verde com vocação de perpetuidade. E ainda virão o Parque do Bexiga, com devolução do rio à cidadania, a requalificação do Parque Dom Pedro II, a criação da primeira floresta urbana às margens da Billings e a ação ininterrupta da OIDA, que procura inibir a invasão clandestina e criminosa da região dos mananciais.
É preciso que a cidadania acorde e faça o que for possível para alavancar os inúmeros planos em célere andamento. Para começar, consumindo menos – em todos os sentidos, não só produtos, mas água e energia elétrica, assim como o venenoso combustível fóssil – desperdiçando menos e descartando corretamente aquilo que desperdiça.
São Paulo tem consciência de seus deveres e das consequências de não cumpri-los com exatidão e urgência.
*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-Graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.












