Sim, gente. Há um bom tempo ia assistir jogos no Estádio do Pacaembu com os melhores jogadores de futebol do mundo que se apresentavam. Eram pessoas simples que se dedicavam de corpo e alma às cores do seu time.
Pelé, Garrincha, Gilmar, Rivelino, Leivinha, Ademir da Guia, Sócrates, Zico, Mengalvio, Didi, Pepe, Zito, Djalma Santos, Vavá, Servílio e sem desmerecer nenhum deles, tantos outros jogadores primorosos, que nem teria espaço pra descrever.






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Não existia essa de irem jogar no exterior. As coisas se desenrolavam aqui mesmo. No alambrado, os jogadores perfilavam nas nossas frentes, orgulhosos, com os seus uniformes impecáveis.
Que tempo… Que saudades!
Meias até o começo dos joelhos, dobradas para baixo, formando uma gola. Chuteiras todas pretas, e não algumas – eu disse todas! Nas camisas somente os emblemas dos times à frente, e nas costas o número correspondente à cada posição. Não existia essa de patrocinadores estampados nas camisas, calções, meias ou mesmo chuteiras de marca.
Vi o Brasil perder várias Copas. Sim, vi. Mas vi também o Brasil campeão do mundo em outras cinco ocasiões.
Na Copa da Suécia em 58, nem televisão tínhamos ainda. Foi pelo rádio, com direito a chiado e tudo mais. Chegaram e desembarcaram no aeroporto de Congonhas, diretamente em desfile por toda a cidade, em carro aberto do Corpo de Bombeiros.
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Outra muito marcante foi a Copa de 70 no México. Fantástica! Primorosa, impecável.


Está pensando que era como hoje, com toda essa tecnologia?
VAR?
“VAR” pra lá com esse papo!
Todas as Copas foram incrivelmente emocionantes. Sem nenhuma dúvida. Mas aí a questão: Comparar com esta Copa do Mundo de 2026 vai ser difícil pelo que assistimos.
Nunca vi nada igual. Francamente!
Vi sangue em cancha saindo dos olhos dos jogadores. Vi dez gols numa mesma partida na disputa pelo terceiro e quarto lugares. Países que até então não tinham qualquer expressão no futebol, viraram leões, fazendo frente aos grandes e mais tradicionais times.
Quase todas as vitórias se sucederam em recuperações e superações dos que estavam sendo derrotados. Pude perceber que reflete muito o momento em que cada país se encontra.
Países pujantes e orgulhosos, que cantam os seus hinos com lágrimas nos olhos, corações acelerados, e em cada entonação, pálpebras cerradas. Entonação, altura e ritmo da voz transmitindo emoção, atitude e intenções.
Notem que pra isso acontecer cada coisa deve estar no seu devido lugar. Não basta só querer ganhar e treinar!
Como numa escola de samba, que pra tirar 10 em todos os quesitos, os 3.000 componentes devem ter feito cada um por merecer o mesmo 10. Não apenas alguns… Nem muitos. Todos! Se um não merecer, toda a Escola vai tirar 9.5 de nota.
Vê-se claramente a união, o desejo, o compromisso, o respeito.
Pra nós brasileiros, que nos sentimos divididos, desanimados quando só torcemos pelo futebol enquanto o país se encontra deprimido e carente, meio que envergonhado perante os demais. Enquanto nossas Instituições se degladiam e se desmoronam em meio a tanta incompetência, prevaricação e corrupção. Numa escassez total de líderes… Em todos os setores.
Alguns até tentaram, colocando uma bandeirola aqui e acolá, vestindo a camisa do Brasil, alguma propaganda na TV e em alguns refrigerantes. Nada mais que isso.
Como em 1970, em que Miguel Gustavo compôs o famoso jingle criado para a Copa. A letra, original e famosa, continha o verso “90 milhões em ação”, em referência à população brasileira da época. E eram sim 90 milhões em ação.
A marcha tornou-se um grande símbolo de união nacional durante o período.
O esporte representa muito bem o estado de nossas almas e espírito. As pessoas não percebem o quanto são únicas em nossas vidas. É preciso muito mais!
Que saudades. Sonha Brasil!











