Um lado é positivo, a profissionalização administrativa. O outro lado é negativo, porque os administradores contratados não têm compromissos com os resultados de longo e médio prazos. Amiúde, sua preocupação é com os resultados do exercício, que lhes confere os bônus sobre os lucros.
Ocorre que, muitas vezes, os resultados de curto prazo podem prejudicar a empresa a médio prazo.
Foi o que aconteceu com a indústria automobilística americana, que sacrificou a qualidade dos automóveis para lucrar a curto prazo e perdeu espaço para a indústria japonesa, comprometida com a qualidade e durabilidade dos seus automóveis.
A consequência desta política de curto prazo foi que, na crise de 2008, a indústria automobilística americana entrou em decadência. A General Motors foi salva pelo governo americano e a Chrysler foi comprada pela FIAT.
O herdeiro da Ford, Henri Ford III, viu-se obrigado a administrar a empresa para evitar o pior.
De toda sorte, a TOYOTA assumiu a liderança mundial na fabricação de veículos, destronando os inventores da linha de montagem que, atualmente, perdem até para a Coreia do Sul.
O adequado é que os fundadores e sucessores das empresas familiares de sucesso participem da administração, para conferir os resultados e objetivos porque, apesar da competência, os executivos têm carreira curta e precisam garantir a complementação da aposentadoria, sob pena de acabarem morando na edícula dos pais na idade madura.
A profissionalização da gestão das grandes empresas familiares é uma espada de dois gumes – por Ribas Paiva












