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As inúmeras dificuldades durante a investigação policial – por Jorge Lordello

Um lenhador sentiu falta de seu melhor machado e passou a suspeitar que o filho do vizinho o tivesse subtraído. Ele observou a maneira de andar do jovem – exatamente como a de um ladrão, pensou! Notou que as expressões do jovem eram idênticas as de um marginal pé de chinelo! A maneira de falar do jovem eram bem parecidas com a de um indivíduo com índole duvidosa! Em resumo, todos os gestos e ações do rapaz o denunciavam claramente como culpado do sumiço da ferramenta de trabalho. Mais tarde, andando por um vale, o homem encontrou seu machado numa mata e lembrou-se de ali o ter deixado quando anteriormente estivera na montanha para cortar lenha. No dia seguinte, cruzando de novo com o filho do vizinho, o lenhador observou-o com redobrada atenção, mas dessa observação todos os gestos, expressões, voz e ações do jovem lhe pareceram absolutamente normais. De fato, o rapaz não se comportava de modo algum como um ladrão.

Amigo leitor, a presente estorinha proporciona interessantes reflexões, principalmente quanto a atividade policial. Ao entrevistar 5 pessoas que disseram ter visto um acidente de trânsito grave, poderemos obter 5 depoimentos completamente distintos. Não quer dizer que 4 pessoas mentiram. O problema, é que testemunhas trazem interiormente experiências e vivências completamente diferentes, o que as fazem enxergar a realidade com lentes distintas. Não podemos esquecer das vítimas, que estão tomadas por forte emoção e assim suas declarações também merecem um cuidado especial. Já o marginal, ávido por não ficar preso, age como um bicho preso numa armadilha, ou seja, vai tentar de todas as maneiras escapulir e assim passa a exercer o direito de defesa com mentiras descaradas, geralmente negando os fatos e imputando erros na ação policial.

Restam as provas colhidas durante o inquérito policial, que após perícia técnica, ajudam sobremaneira o Delegado de Polícia a formar o quebra cabeça de apontar os verdadeiras autores e suas responsabilidades. Portanto, caro leitor, não julgue o que vê antes de avaliar como vê.

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