Copa do Mundo, Olimpíada, são eventos que arrastam para a frente dos televisores novos e curiosos espectadores.
Pessoas que não se ligam muito em esportes, mas que pela grandiosidade do espetáculo aderem e procuram entender as regras e a linguagem das modalidades.
No caso do futebol, recorrem aos mais “por dentro” e despejam perguntas e mais perguntas.
Algumas expressões da moda entre os narradores e comentaristas chamam a atenção deles.
Último terço do campo é uma delas.
Marcação alta.
Segunda bola.
Pisar na área.
Linha de 5 ou de 3.
E por aí, vai.
Comentários táticos, então, principalmente os que se estendem até atrapalhar o locutor nos lances de área, deixam muita gente incomodada.
Os novos assistentes enlouquecem também nos tais 3-5-2, 4-4-2, 5-4-1…
Sempre importante explicar pra eles que esses números nunca incluem o goleiro, caso contrário os novatos contestariam o fato de que um time deve ter 11 jogadores. A soma não bateria.
E quem está querendo entender irriga de perguntas quem está junto. Normal.
O tempo passa e a terminologia muda, se moderniza, se atualiza, e muitas inovações são até desnecessárias mas fazem parte da vibe atual de comunicadores.
Eu entendo e aceito.
Gosto pessoal. Muita “poluição” verbal numa transmissão (narrador, comentaristas, convidados, repórteres) confunde a mente do telespectador e opaliza a essência do jogo em si.
Sou ainda do naipe de assistente que gosta da priorização de mais ouvir o relator identificando os jogadores e vibrando na hora certa.
E também, do exercício do poder de síntese de quem intervém.
Mas como tudo mudou e tem público para todas as linhas de padrão comunicativas …
Segue o jogo, diria o fantástico Milton Leite.












