Também vou dar meu pitaco. Sou da 4ª turma da Cásper Líbero e tenho orgulho disso. Sofri muito bullying no início da profissão quando um colega me perguntava, gritando, todos os dias, ao entrar na recuperação: “Trouxe o diploma, mocinha”?
Acho que diploma não faz mal a ninguém, seja de jornalismo ou de pintor de paredes. O que pode ocorrer é o diploma ofender quem não o tem.
Acontece… Tenho visto ótimos jornalistas com ou sem diploma. E péssimos jornalistas, também, com ou sem diploma. Já trombei com verdadeiros malandros usando (e abusando) do cargo de jornalista, conseguindo benefícios com isso, geralmente vindos de profissões onde falharam. Há casos em que, como esse, a exigência do diploma seria muito bem-vinda.
Não sou radical. Já fui. O assunto nem chega mais a me interessar muito. Tenho 95 anos, e destes, 70 anos no jornalismo. E passei bem, obrigada. Com o meu diploma e tudo.
O que me espantou neste noticiário atual sobre a exigência ou não do diploma foi a afirmação de que ela teria sido criada pelos militares para poderem dominar os jornalistas. Ah, isso não! É ridículo dizer isso!
Dominar como? Se as faculdades de jornalismo foram explodindo no país como cogumelos?
Gostaria de saber quem foi o luminar que cravou isso! De onde tirou a idéia?
Acho tacanha, infeliz, profundamente injusta com aos que se diplomaram. Aliás, nunca tinha ouvido isso. Gostaria que essa discussão terminasse bem.
O assunto nem merece tanta celeuma. Merecia discussão, isso sim, sobre o nível do jornalismo de hoje. Alguém já disse que “um jornal começa a morrer vinte anos antes”. Pra mim, o prazo já está se esgotando.
Tudo muito ruim hoje! Com diploma ou sem.
Diploma para jornalistas volta a ser discutido – por Regina Helena de Paiva Ramos












