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Um teatro de horrores – por Valmir Pontes Filho

A decisão de ontem, no plenário do stf (não me dou o direito de grafar em letras maiúsculas essas iniciais), pela não prorrogação da CPMI do INSS, sem qualquer sombra de dúvidas nos revela o verdadeiro pavor que tais “excelências togadas” têm de serem investigadas e desnudadas as podres e tenebrosas transações em que alguns deles próprios estão envolvidos.

O voto de Nunes Marques me decepcionou, mas de logo recordei da lição segundo a qual as pessoas não mudam, só se revelam. Outros nem disto precisam, já que sempre se mostraram seres indignos do cargo, carreiristas e interesseiros, voltados para a prática do mal.

É absolutamente inacreditável que, para relatar o caso em que se discute a criminosa omissão de Alcolumbre – que se recusa a instaurar a CPI do MASTER – haja sido exatamente o Marques. Ora, seu filho teria recebido 18 milhões de reais por “assessoria” ao dito banco e à JPS. Mesmo diante de tamanha imoralidade, ele não se dá por suspeito?

Como tenho dito e redito, só se “salvam” Fux e Mendonça. Louvo-lhes a coragem e determinação e oro por suas vidas.

D’outra parte, a postura histriônica, nervosa e agressiva de Mendes, o decano, parece revelar seu imenso receio de virem a lume as negociatas “vorcarianas”. Estas, aliás, devem ter tentáculos bem mais abrangentes do que se supõe até agora.

O país está mergulhado num lodaçal de extensão galáctica e profundidade abissal. O filho do presidente (também em minúsculo, tal como ele mesmo) teve seu indiciamento pedido pelo Relator da CPMI do INSS. Se o “sistema” não conseguir desaprovar o relatório, arranjará um jeito de nulificá-lo judicialmente. Nem me perguntem como, mas conseguirão.

Este homem que “preside” o Brasil – que quando fala em público parece estar em permanente estado de embriaguez – não se peja em dizer que nosso amado País “será um dos mais respeitados no mundo do crime” (foi um ato falho ou uma mera confissão?). Agora sugere, indiretamente, que façamos como na China (cujo regime idolatra): que matemos os nossos cãezinhos (para comê-los?). Caso de idiotia, creio.

Fico em estado de estupor ao constatar que estou a falar do “comandante supremo” das Forças Armadas! As corporações militares se fundam, acreditei sempre, em inarredáveis valores éticos: patriotismo e civismo, fé na missão e amor à profissão, espírito de corpo e camaradagem, honradez, honestidade e senso de justiça. Esses princípios asseguram que a atuação militar seja técnica, eficiente e alinhada aos interesses da Nação.

Diante de tal dantesco cenário, o fato é que as FAs brasileiras se encontram em estágio avançado de sucateamento, sem condições de proteger suas fronteiras terrestres – hoje dominadas pelas facções narcoterroristas – seu espaço aéreo ou suas extensas costas, que oferecem tráfego marítimo livre para a envio de drogas ao exterior.

Enfim, mesmo sem comprar ingressos, estamos todos compelidos a assistir a um agoniante espetáculo de horrores. Mas que um dia terá fim, que Deus o permita! Afinal Ele nos conferiu o LIVRE ARBÍTRIO, sendo irrevogável Sua “Lei do Retorno”, segundo a qual a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória!

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