No mundo das artes visuais, uma máxima ecoa entre ateliês e salas de aula: “É preciso fazer, fazer e fazer.” Essa frase, repetida por artistas plásticos experientes, carrega um sentido profundo e prático. Mais do que um conselho, é quase uma filosofia de vida para quem deseja se dedicar à criação artística.
O significado da repetição
- Fazer: significa colocar a mão na massa, experimentar, produzir.
- Repetir o fazer: reforça que não basta uma tentativa isolada; é necessário insistência.
- Fazer continuamente: indica que a prática constante é o caminho para o amadurecimento artístico.
A repetição da palavra “fazer” não é mero recurso estilístico. Ela traduz a ideia de que o artista só se desenvolve ao praticar incessantemente, enfrentando erros, acertos e descobertas.
O processo criativo como exercício diário
Na arte, teoria e inspiração são importantes, mas insuficientes sem prática. O artista precisa:
- Experimentar técnicas: óleo, acrílica, aquarela, escultura, gravura.
- Errar e aprender: cada falha é um passo para compreender materiais e formas.
- Produzir em volume: quanto mais obras criadas, maior a chance de encontrar uma linguagem própria.
Assim como um atleta treina músculos, o artista treina o olhar, a mão e a sensibilidade.
A lógica jornalística por trás da frase
Se traduzirmos essa máxima para uma linguagem simples e objetiva, ela significa:
“O segredo da arte está na prática constante. Não existe talento sem trabalho diário.”
Essa visão é compartilhada por críticos e professores de arte. Muitos afirmam que o mito do “gênio nato” é incompleto. O talento pode ser uma centelha, mas só se transforma em chama com disciplina e repetição.
Exemplos históricos:
- Picasso produziu mais de 50 mil obras ao longo da vida.
- Van Gogh pintou mais de 800 quadros em apenas uma década.
- Tarsila do Amaral, ícone do modernismo brasileiro, dedicava horas diárias ao estudo e à produção.
Esses artistas não se limitaram a esperar pela inspiração. Eles fizeram, refizeram e continuaram fazendo, até que sua arte se tornasse reconhecida mundialmente.
O ciclo do artista
- Produzir: criar sem medo.
- Refletir: analisar o resultado.
- Recomeçar: aplicar o aprendizado na próxima obra.
Esse ciclo é infinito. O artista nunca “termina” de aprender. Cada tela, cada escultura, cada desenho é parte de um processo maior.
-A frase “É preciso fazer, fazer e fazer” resume a essência da prática artística. Ela é um chamado à ação, um lembrete de que a arte não nasce apenas da inspiração, mas da persistência. Para o artista plástico, o ateliê é laboratório, oficina e escola. E o verbo fazer é a ponte entre a ideia e a obra.
Em linguagem simples: quem quer ser artista precisa produzir sem parar. É na repetição que se encontra a originalidade, é no erro que se descobre o estilo, e é na prática que se constrói a trajetória.












