Simbolicamente, Lula sofre a maior derrota no Congresso Nacional com a rejeição pelo Senado de Messias para ministro do STF. A última vez que um nome indicado pelo presidente para o Supremo foi rejeitado pelo Senado foi na Republica das Baionetas, no governo de Floriano Peixoto, há mais de 130 anos.
Alcolumbre quis mostrar a Lula que, no Senado, ele é o dono da bola. Sem acordo com ele, não há negócio. Nesse jogo bruto ele não tem limites. Não me lembro de um presidente do Senado com tanto poder e com vocação para ser o Pinheiro Machado dos tempos atuais.
Mas esse não é o único fator que levou à derrota humilhante de escolhido por Lula. Além de uma oposição com sangue nos olhos em mais de três anos do seu terceiro mandato, Lula não conseguiu construir uma base parlamentar sólida e não governou com o Congresso,
A proximidade da eleição presidencial levou a uma confluência de interesses para impor uma derrota a Lula, sinalizando, assim, que o presidente vai perdendo expectativa de poder.
O Congresso avança mais umas casas na usurpação de atributos do Poder Executivo. A tendência é que daqui para a frente o presidente da Republica, seja ele quem for, terá que fazer uma concertação com o Senado quem indicará para o STF.












