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A música eleva a alma – por Sorayah Câmara

A música não pode ser adjetivada, ou temos boa música ou música ruim.

Ou seja, na realidade, não se deve classificar, a priori, a música em música erudita e popular.
Música é música!

Na Áustria, por exemplo, a música de Mozart é popular.

Daí, surge a pergunta: No Brasil atual, qual o valor da música chamada popular?

Lamentavelmente, muitas vezes, há uma manifestação ruim relativa à música popular.

Por isso, nas escolas brasileiras deveria ter uma carga horária obrigatória significativa para estudar música e, consequentemente, melhorar a cultura musical do povo.

Estudar música é um avanço não somente cultural, mas atinge o ser humano e a sociedade como um todo, ou seja, amplia a consciência individual e social.

Música chamada erudita não deveria ser e, na verdade, não é de elite! Shakespeare era popular em sua época e a música denominada clássica era também popular.

As pessoas podem até se emocionar com obras musicais herméticas, sem conhecer música por meio somente da sensibilidade.

O ser humano precisa da música para não ficar um indivíduo embrutecido.

Nós somos razão e emoção ao mesmo tempo. A música está relacionada à matemática, ou seja, música é lógica também na sua forma teórica e específica.

O artista é uma ponte entre o mundo maravilhoso que existe da beleza!

Para vivenciarmos a música necessitamos de quatro elementos, ou seja, unidade, verdade, bondade e beleza.

Esses aspectos engrandecem aquele que vive a vida virtuosamente.

A unidade é importante para não fomentar a hipocrisia; a verdade nos torna próximos de Deus; a bondade cativa todos e a beleza é uma necessidade antes de ser uma opção.

O artista domina a obra quando anteriormente a obra o domina! E nesse momento, o artista se entrega à obra musical.

Porém, o artista é um eterno descontente, por isso, consegue sempre produzir.

Na verdade, não se mede tempo de estudo em relação à música pelos músicos, ou seja, o importante é estar o tempo inteiro vivendo a música no dia a dia. Sentindo a musicalidade inerente às vicissitudes da vida.

Quando o indivíduo não tem informação, ele decide de forma errada. Há necessidade de munir os cidadãos brasileiros de conhecimento necessário para compreender o universo cultural existente no mundo em prol de uma sociedade melhor.

Precisamos valorizar nossa cultura, inclusive, musical, e nossos compositores para a concretização da memória nacional.

Devemos não somente esperar ações governamentais a favor de um Brasil melhor, mas devemos como cidadãos agir e dar oportunidade àqueles que têm potencial, no caso, na música, para ser desenvolvido.

Música boa é investimento! Não é despesa!

Vamos investir num País bem melhor!

“Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão”.
Artur da Távola (1936-2008), professor, advogado, escritor e político brasileiro.

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