Os seres humanos não vivem em sociedade somente por escolha, mas por necessidade.
Necessitamos do outro para vivermos em comunidade.
Segundo Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.), filósofo grego, o homem é um ser social porque é um animal que precisa dos outros membros da espécie já que é um ser carente e necessita de outras pessoas para se sentir pleno e feliz.
O outro é o espelho que nos motiva a viver e que nos dá sentido para realizações.
Nos outros nós reconhecemos e justificamos, muitas vezes, a realização dos nossos interesses.
Sem a presença do outro enlouqueceríamos, ficaríamos sem referência.
O outro é a bússola que necessitamos para manter o equilíbrio pessoal e social.
Na verdade, tudo acontece, concomitantemente, o outro e nós.
Portanto, são as relações interpessoais que nos definem como sujeitos enquanto indivíduos na sociedade.
Assim, nós nos reconhecemos no mundo na relação com o outro.
Tornar-se um indivíduo significa interagir com o outro.
Empatia é a capacidade psicológica de se colocar no lugar do outro na tentativa de compreender seus pensamentos, sentimentos e percepções.
O outro que nos habita busca o outro fora de nós num processo constante de encontro com nós mesmos.
Há um lugar para o outro nas nossas vidas, caso contrário, não confirmaríamos nossa existência.
É ético reconhecer que o outro existe e é imprescindível sua referência para a jornada da vida.
Harmonizar-se com a sociedade sem se confundir com ela, é uma atitude sábia e necessária de reconhecimento da importância do outro.
Nós não somos o outro, mas a relação com o outro confirma que existimos.
O outro é uma extensão do nosso ser!
“Quando eu puder sentir plenamente o outro estarei salva e pensarei: eis o meu porto de chegada”.
Clarice Lispector, escritora e jornalista ucraniana, naturalizada brasileira (1920 – 1977).











