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Quem não chora, aí não dá, né? – por Paulo Costantini

Ora, pois, pois!
Sempre foi assim.

A direita reclama, reclama, não se cansa de reclamar… e depois vota errado.
Dá para entender?

“Esse candidato fala muita besteira.”
“Ah, esse outro… não fala inglês.”
“Aquele, então, que pegou dinheiro para fazer um filme…”

A esquerda não quer saber de nada disso, gente.
Vamos aprender:

Quanto mais… melhor.
É o que menos importa.

Seja quem for o candidato da esquerda… aí é nele que eles votam.

“Mas ele é ladrão, corrupto, mentiroso, enganador, mau-caráter…”
Não faz mal!

É nele que votam e a quem defendem… independentemente do que digam ou do que provem, desde que seja contra você.
Algumas provas estão no nosso dia a dia.

Há até gente julgada e condenada em todas as instâncias possíveis e imagináveis, como nunca visto na história.

Podemos repetir?
Como nunca visto na história.

Diferentemente de outros, há quem tenha sido condenado por crimes comuns, e não políticos.

Precisamos repetir?
Um único condenado por crimes comuns, e não políticos.

Não sabia dessa, não… ou nem se interessou em saber?

“Mas ele nem consegue andar nas ruas, não leva multidões aos seus encontros… Como pode?”
Tem de contratar ônibus, dar um cachê e um sanduíche para cada integrante.

Sim, meu caro.
Mas, na hora do voto… o chicote muda de mão.
Eles vão votar… faça chuva ou faça sol.
Não vão viajar e justificar.
Não votam em branco.
Também não vão para a praia até cumprir suas obrigações de voto.

Votam porque são contra os patrões, contra a burguesia, contra o capitalismo, contra a Igreja, contra o capital; pelo Vale-Gás, pelo Bolsa Família; por convicção, como forma de protesto ou contra a elite intelectual.
Todos esses motivos servem para justificar as convicções deles.

Votam porque os analistas políticos falaram, a turma do “Salve a Amazônia”, a grande mídia e a imprensa, a classe artística da Lei Rouanet; ou votam porque não possuem cognição suficiente ou, ainda, mantêm uma tolerância moralmente insustentável com o crime e o criminoso, como diz Ives Gandra.

Irão sempre achar um argumento para votar contra você.
Os argumentos são muitos… e eles nunca deixam de votar.

Se você vota nos mesmos candidatos que os presidiários… com certeza alguma coisa muito errada está ocorrendo.

É a mesma contradição de pedir um Bob’s Burguer no McDonald’s.

Você que se acha o espertão? Chupa essa!
Depois, amarga mais quatro anos.

Tudo é feito para você cair na rede… seja traíra ou robalo.
Se for em dois turnos, piorou.

Se é assim, cada voto desperdiçado de um lado significa dois votos para o outro lado.
Consegue entender, camarada?
Continha de aritmética simples.

“Tornem-se ovelhas e serão devorados pelos lobos.”
Frase real, atribuída a Benjamin Franklin (embora pouco importe se foi ele mesmo quem a disse).

Na África, a zebra acorda sabendo que deverá correr mais do que o leão se quiser se manter viva; e o leão acorda sabendo que deverá correr mais do que a zebra se não quiser morrer de fome.

Aí você percebe que não faz diferença se você é zebra ou leão… Quando o sol nascer, você tem de começar a correr.

Se não quisermos amargar mais quatro anos, temos de aprender a votar.

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