Faz algum tempo que o Brasil mergulhou num fosso profundo de polarização política e ideológica. Uma divisão falsamente produzida entre uma “esquerda”, demagógica, fisiológica, populista e corrupta, e uma “direita” igualmente populista, demagógica e corrupta, que agrega propostas autoritárias e fascistoides.
Essa divisão expandiu-se e foi tomando conta de todos os espaços políticos, sociais e econômicos do país, jogando-o numa discussão estéril agressiva e predatória.
As forças do centro democrático e ético ficaram sem espaço de atuação e sem lideranças de expressão nacional.
Todas as instituições estão infiltradas com essa disputa falsa e pernóstica.
O Supremo Tribunal Federal – STF não ficou de fora disso.
O país assiste estarrecido e indignado o grande circo de horror que mostra sua cara dentro da Suprema Corte.
Os ministros nomeados politicamente, estão divididos ao meio, no que diz respeito à polarização. Os interesses desses dois grupos falam mais alto do que a letra da Constituição Federal, cada um defendendo o seu “guru” político.
O STF perdeu seu rumo e sua função. O ridículo tomou conta das togas, das pautas e dos votos.
Ao lado dessa pantomina polarizada assistimos no Brasil uma verdadeira pandemia de corrupção, que se alastrou por todos os cantos e instituições da república, atingindo os poderes executivo, legislativo e judiciário, e tomando também boa parte das instituições da sociedade civil e do empresariado.
Ser corrupto hoje virou uma mania nacional.
Mais uma vez, o STF não ficou de fora dessa farra de mal feitos.
Estamos vendo os dedos em riste dos ministros togados, apontando uns para os outros, disputando quem se lambuzou mais com o dinheiro sujo do banqueiro bandido Vorcaro, com raras exceções.
A nossa Corte Suprema, “guardiã da Constituição”, está atolada na lama da bandalheira até a altura da testa.
E o brasileiro médio, que recusa essa polarização falsa e ridícula, que trabalha duro para custear sua vida, assiste atônito à guerra de baixaria dos togados, sem ter a quem recorrer.
Pobre Brasil! O que foi que fizeram com você?
Gilberto Natalini
Médico e Ambientalista












