Tive a infelicidade de assistir à sessão de terça-feira do Supremo Tribunal Federal.
Não pude acreditar no que vi: falta de respeito entre ministros, ausência de decoro, julgadores decidindo questões que lhes dizem respeito e princípios constitucionais sendo, a meu ver, ignorados. Além disso, causou-me profunda preocupação o baixo nível dos argumentos apresentados.
Como advogado, aprendi a respeitar o Supremo Tribunal Federal e a reconhecê-lo como guardião da Constituição e última esperança daqueles que procuram justiça. Entretanto, naquela sessão, já não reconheci a instituição que durante tantos anos admirei.
O episódio mostrou, de maneira preocupante, o momento vivido pela Justiça brasileira. Quando o mais alto tribunal do país perde a serenidade, o equilíbrio e a credibilidade, toda a estrutura institucional é atingida.
A democracia não depende apenas de eleições. Ela também exige instituições respeitadas, autoridades responsáveis e magistrados comprometidos com a imparcialidade, o decoro e a Constituição.
Diante do que assisti, uma pergunta tornou-se inevitável: a que ponto chegamos?












