Camilo Santana, Guilherme Boulos e integrantes da campanha de Lula foram ao TSE protagonizar o que Roberta Luchsinger chamou de “teatro”: exibiram documentos, anunciaram a entrega de sigilos e mostraram pendrives diante das câmeras. Boulos enumerou cartões corporativos, registros do Planalto, procurações, informações do Instituto Lula, agendas, planos de voo e arquivos digitais: “Todas as informações foram pedidas ao presidente Lula, foram entregues aqui agora.”
Amiga de Lulinha e investigada no caso das fraudes do INSS, Roberta reagiu em vídeo: “Eu não autorizei nada, não faço parte dessa patifaria, não faço parte desse teatro.” Diz que ninguém a consultou nem a comunicou, que parte de seus dados está em inquéritos sob segredo de Justiça e quer saber “quem deu ordem pra essa gente levar documentos tão sensíveis”. Com seus advogados, vai acionar a Polícia Federal e o STF.
A questão é jurídica e objetiva. Lula pode abrir os próprios sigilos, mas não pode, por vontade própria, afastar o sigilo bancário, fiscal ou telefônico de terceiros, o que exige autorização do titular ou ordem judicial fundamentada.
A dois dias da eleição, se confirmada a versão de Roberta, a campanha petista terá exposto dados de terceiros para encenar transparência diante das câmeras e transformar a controvérsia em factoide contra Flávio Bolsonaro (PL).
“NÃO FAÇO PARTE DESSE TEATRO”: ROBERTA LUCHSINGER DIZ QUE CAMPANHA DE LULA ENTREGOU SEUS SIGILOS SEM AUTORIZAÇÃO – por Siegfried Albuquerque











