Se existe um jornalista que realizou feitos memoráveis, este chama-se Randolpho Marques Lobato, “Lobatinho” para os mais próximos.
Ele nos deixou hoje. Ligado ao Estadão durante décadas, atuou em reportagens de rua, nos movimentos associativos, em causas ambientais e associativas de cunho cultural. Quem visita o Bairro Oriental, na Liberdade talvez nem saiba que foi sua a iniciativa, pelos idos de 1960, que o criou e lhe deu vida cultural e gastronômica.
Em causas ambientais sempre atuou na linha de frente. Mesmo após sua aposentadoria do Jornal, fazia questão de estimular reuniões e debates sobre a causa. Em relação aos seus contemporâneos de redação, Lobatinho era uma unanimidade. Sabia fazer e manter amigos. Sou testemunha dessa fase, pois não foram poucas as ocasiões que realizamos coberturas de rua e trocamos informações. Tudo de forma fraternal, de companheirismo.
Ao falecer, deixa uma das cadeiras da API (Academia Paulista de Jornalismo) vazia. Quem o substituir nela terá que honrar aquele assento.
Adeus a Lobatinho – por Antoninho Rossini












