Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos, e o “cérebro” da operação foi o secretário de Estado Marco Rubio. A afirmação é do advogado mexicano Simón Levy, ex-subsecretário de Turismo do México e próximo de Donald Trump, que havia antecipado a viagem horas antes e marcou o perfil oficial de Rubio na publicação no X. Segundo ele, Flávio liderará a oposição a Lula a partir do território americano.
Não há confirmação independente do papel de Rubio, mas a versão se encaixa no que já foi apurado. Aliados ouvidos pelo Metrópoles relataram que a saída foi montada por um grupo restrito, com apoio de bolsonaristas nos Estados Unidos para garantir a entrada, e que o governo Trump foi avisado previamente. Flávio viajou com a esposa e as duas filhas, pedirá asilo político e deve encontrar Eduardo na Flórida nesta quarta-feira.
O peso do gesto vai além do caso individual. Flávio recebeu 48,21% dos votos válidos no domingo e chega como líder de quase metade do eleitorado brasileiro. Lula fez de Trump adversário de palanque durante toda a campanha, e o governo Trump, que em 2025 tratou o processo contra Jair Bolsonaro como caça às bruxas e sancionou Moraes, ganha agora um trunfo político diante de Brasília.
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Do lado brasileiro, deputados do PT pediram ao STF a prisão preventiva e a inclusão do senador na difusão vermelha da Interpol. Com o pedido de asilo anunciado e, se confirmada a participação de Rubio, o Departamento de Estado por trás da chegada, os dois pedidos tendem a ter efeito apenas interno. A apreensão de passaportes pedida sete minutos após a apuração termina com o principal nome da oposição fora do alcance do STF.











