A Polícia Federal acionou nesta terça-feira autoridades argentinas para verificar se o senador Flávio Bolsonaro deixou o país por algum aeroporto vizinho. O gatilho foi reportagem do Infobae, publicada de madrugada: Flávio teria cruzado a fronteira com a identidade e embarcaria em Puerto Iguazú num Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, rumo aos Estados Unidos.
Fontes da cúpula da PF informaram que ele não passou por nenhum posto regular de controle migratório brasileiro. A coordenação de campanha nega a viagem.
O episódio ocorre sob uma decisão de Alexandre de Moraes que impõe a entrega de todos os passaportes, inclusive o italiano, e proíbe a saída do país.
A cronologia chama atenção: a PF pediu a medida sete minutos depois de o TSE confirmar, às 21h09 de domingo, a vitória de Lula, e o ministro deferiu na mesma noite, sem ouvir a PGR. Segundo o senador, o fundamento foi uma declaração de Eduardo Bolsonaro, não um ato seu.
A dúvida tem prazo curto. Um voo internacional com quatro passageiros declarados gera manifesto nominal na migração argentina, e a resposta deve chegar em horas. O caso reforça a leitura de que o inquérito acelerou no compasso da apuração eleitoral, e não no das provas.
Fuga de Flávio: um jato, uma matrícula e nenhuma confirmação – por Siegfried Albuquerque












