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Adeus, Peppino! – por Mário Rubial

E o nosso querido Peppino di Capri partiu. Aos 87 anos, um dos símbolos da música italiana, encantou o mundo e principalmente os brasileiros.

Nós, os velhinhos, temos a tendência de maldizer as canções atuais na base do “no meu tempo, aquilo é que era música…”

E é assim mesmo que as coisas acontecem.

Lembro quando criança, anos 50, com o surgimento dos primeiros ídolos do Rock como Little Richard, Chuck Berry, Gene Vincent, Bill Halley e logo em seguida Elvis Presley, Pat Boone. Os mais velhos tascavam na vitrola o Chico Alves, Carlos Galhardo, Orlando Silva, Linda Batista e bradavam: “isto sim é música de qualidade, não essas porcarias importadas…”

Pois é, tempo passando e eu às voltas com os novos ritmos como o Piseiro, Arrocha, Tecnobrega e outros já citados em crônica anterior. E que eu não entendo absolutamente nada.

Inevitável, não é mesmo?

Imagine as músicas clássicas no seu lançamento desde o barroco? Provavelmente foram consideradas horríveis, abjetas.

E as músicas de hoje serão lembradas, nostalgicamente, pela geração atual quando estiverem velhinhos como eu.

E repetirão, “no meu tempo aquilo é que era música…”

E dá-lhe Piseiro, Arrocha, Tecnobrega como músicas bemmmm antigas!

Ainda bem que existem as modernas plataformas musicais que permitem matar a saudade da nossa época.

FRASE DE BOTECO

Vai ficar muito rico o cara que inventar remédio para matar a saudade.
MILLÔR FERNANDES

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