É isso mesmo! O velhinho aqui esqueceu da idade e resolveu transportar um baita vaso de plantas com meio metro de altura e cheio de terra!
Tarefa realizada, vaso colocado na sala, lindo! E vida que segue…
Só que no dia seguinte, êta dia seguinte… a tal de coluna vertebral começou a emitir alguns avisos.
– Ô meu! Esqueceu que estás com 82 anos? Que você não é imortal?
E aqui estou martelando o teclado do meu computador para mais uma crônica e controlando a velha coluna.
E cumprindo meu ritual diário, velhos têm isso…começo a leitura dos jornais que recebo de um amigo.
Topo com uma matéria sobre o ministro Gilmar Mendes. Aborda a última entrevista realizada no programa da TV Cultura, Roda Viva.
E que, para variar, analisa a prepotência peculiar do ministro. E que tem, sim, preferências pessoais explicitas que não deveriam fazer parte do seu perfil de magistrado.
Lembro de um caso exemplar.
No julgamento do presidente Lula, à época preso em Curitiba, o advogado era Cristiano Zanin, hoje ministro do STF, indicado, pelo…próprio Lula. E Zanin fez, como advogado, a defesa do Lula. E conseguiu a absolvição.
Na época, em plena COVID, as reuniões do STF eram realizadas à distância por óbvia preocupação de contágio. Numa dessas sessões, o ministro Gilmar em depoimento gravado e divulgado – é só consultar na internet – emocionou-se ao destacar a brilhante atuação do advogado Zanin na absolvição do então presidiário Lula. Emocionadíssimo. Olhos marejados, voz embargada e tomando vários copos de água, elogiou a performance do jovem advogado.
Ou seja, faltou a discrição, tão necessária aos que trabalham com a justiça, principalmente ministros do Supremo.
Infelizmente Brasília, que deveria ser um exemplo de seriedade e perfeito funcionamento dos três poderes, transformou-se num picadeiro de exibições lamentáveis e descabidas.
Oremos, afinal, é o que nos resta.
FRASE DE BOTECO
“Brasília, o maior crime político cometido contra o Brasil”.
Millôr Fernandes












