Lançamento de “O Código 12” será dia 22/8, sábado, 11h00, na Livraria Drummond do Conjunto Nacional
O primeiro a levantar a hipótese de que o carro em que Juscelino Kubitschek viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro foi sabotado no Hotel-Fazenda Villa-Forte, no km 160 da Via Dutra, na tarde de 22 de agosto de 1976, foi o imortal Carlos Heitor Cony, no livro “Operação Condor” (Editora Nova Fronteira), que escreveu em parceria com a renomada jornalista, escritora e professora Anna Lee.

Dois dias depois do desastre em que o Opala dirigido por Geraldo Ribeiro chocou-se violentamente com a carreta que vinha na pista oposta, o guardador de carros do estabelecimento contou a Cony que, ao sair para a estrada, o motorista sentiu alguma coisa estranha (era mecânico além de motorista) e perguntou se alguém tinha mexido no carro. O guardador negou, é claro, mas o que aconteceu três minutos depois, quando o carro, desgovernado, atravessou o canteiro e invadiu a pista Rio-São Paulo, foi o primeiro sinal de que o caso merecia uma investigação mais apurada e isenta, pois a primeira perícia, que apontou a culpa no motorista de um ônibus da Cometa foi realizada sob pressão da ditadura militar.
O próprio perito confessou, em entrevista a Cony e Anna Lee, ter recebido um relatório militar que deveria servir de ponto de partida para o seu trabalho. Somente em 2019, a pedido do Ministério Público, um dos mais qualificados peritos do Brasil, Sérgio Ejzenberg, elaborou um estudo de mais de 200 páginas, no qual afastou as conclusões da perícia inicial e afirmou que não se tratou de “um simples acidente de trânsito”.
No livro que estou lançando agora, eu corroboro o estudo do perito e acrescento outros elementos e depoimentos que confirmam que JK foi vítima de um atentado político. Esse tipo de operação – um atentado camuflado como acidente – tem o mesmo nome do meu livro: “O Código 12” (Matrix Editora). O hotel-fazenda em que o ex-presidente reuniu-se com emissários do presidente Ernesto Geisel antes da sua morte, era, na verdade, a fachada de uma agência clandestina do SNI.













