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Copa do Mundo 2026: Torcedores vão decidir o que consumir de última hora, o delivery está preparado? – por André Mortari

Recentemente, uma pesquisa da Worldpanel by Numerator revelou um dado curioso sobre a Copa do Mundo de 2026: 49% das pessoas que pretendem acompanhar os jogos afirmam que não devem se planejar com antecedência para as compras do que consumir. Ao mesmo tempo, 90% dizem que vão assistir às partidas em casa. Esse comportamento impulsiona decisões no calor do momento, o que pode alavancar o número de pedidos e de entregas nos lares. 

Durante muitos anos, as pessoas compravam antes, se organizavam, enchiam o carrinho no supermercado e preparavam a casa para receber amigos e família.

A lógica ficou mais imediata porque a relação das pessoas com o consumo também ficou, e o celular virou uma extensão natural da decisão de compra. Se falta bebida, pede. Se o jogo se estende, pede de novo. Se chega mais gente em casa, resolve em minutos. O consumo acontece quase junto da necessidade.

Os próprios dados da pesquisa ajudam a entender um pouco mais: Pizza, churrasco e snacks aparecem entre os itens mais consumidos durante os jogos. São categorias ligadas à praticidade, compartilhamento e reposição rápida. Dificilmente são compras feitas para “estocar”.

E isso altera completamente a dinâmica do varejo e das operações de entrega, porque existe uma diferença muito grande entre atender uma demanda distribuída ao longo do dia e absorver milhares de pedidos concentrados em poucas horas, principalmente durante partidas importantes. A operação depende de sincronização quase instantânea entre estoque, parceiros logísticos, restaurantes, hubs urbanos e capacidade de entrega.

Ou seja, a Copa cria picos de consumo extremamente específicos. Pouco antes do jogo começa uma onda de pedidos maiores. No intervalo, cresce a reposição. Em jogos mais longos ou decisivos, a demanda continua até tarde da noite. Tudo acontece muito rápido.

O desafio é que o consumidor já não diferencia a compra física do digital, para ele, é tudo varejo. E a expectativa é a mesma em qualquer canal: rapidez.
 
E é justamente por isso que a preparação dos restaurantes para eventos como a Copa precisa começar antes do primeiro jogo. O varejo precisa olhar menos para ações isoladas e mais para construção de operação. Isso significa integrar canais, antecipar comportamento regional de consumo, revisar capacidade logística e entender onde estão os principais gargalos da entrega.

Uma das saídas mais eficientes para isso é a entrega orquestrada. Em vez de depender de um único operador logístico ou de uma estrutura fixa, o varejo passa a trabalhar com múltiplos parceiros conectados por inteligência operacional. Isso permite distribuir pedidos de forma mais equilibrada, reduzir os atrasos em horários críticos e evitar que toda a operação fique vulnerável quando há sobrecarga em determinada região.

Outro ponto importante é trabalhar com previsibilidade dinâmica. A Copa não é um evento comum porque o consumo varia conforme emoção, horário do jogo, desempenho da seleção e até clima. Por isso, empresas que utilizam dados em tempo real conseguem reagir mais rápido. Se uma categoria começa a crescer acima do esperado durante uma partida, por exemplo, é possível redirecionar entregadores, reforçar estoque localmente e adaptar campanhas quase instantaneamente.

Também existe uma oportunidade importante para supermercados, restaurantes e conveniências criarem estratégias específicas para o consumo do jogo. Combos prontos, reposições rápidas, kits para intervalo e comunicação integrada ao momento da partida ajudam não só a aumentar vendas, mas a reduzir fricção operacional. Quanto mais simples for a jornada do consumidor, mais eficiente tende a ser a entrega.

A Copa de 2026 deve consolidar um comportamento que o mercado já vinha observando, em que o consumidor quer ter a certeza de que conseguirá resolver tudo exatamente na hora em que precisar. E talvez esse seja o dado mais importante dessa transformação toda.

O consumo ficou instantâneo e o varejo precisará acompanhar essa velocidade.

Sobre André Mortari: André Mortari é CEO da LET’S com experiência em concepção de produto, captação de recursos e gestão de equipes. Com forte background em transformação digital, marketing, vendas e estratégia. Além de empreendedor, é investidor-anjo formado em Comunicação pela ESPM, com MBA pela FGV. Atuou na MetLife, Netshoes, Carrefour e Walmart.com.

Sobre a LET’S: É um sistema operacional de IA para a logística moderna que conecta indústria, varejo, food service, empreendedores e entregadores autônomos em uma plataforma única de eficiência e tecnologia. Fundada em 2015, a empresa nasceu como consultoria e pivotou para uma empresa de tecnologia que integra inteligência artificial, governança de dados e soluções financeiras em toda a cadeia logística. Com milhares de entregas orquestradas, presença em mais de 2.200 cidades brasileiras e uma base crescente de clientes de grande porte, a LET’S é referência em inovação, eficiência e impacto humano no mercado logístico brasileiro. Para saber mais, clique aqui.

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