É, meus caros caríssimos.
Eu sou do tempo que o goleiro batia a ponta da chuteira no gramado para dar o tiro de meta. Ainda, antes de iniciar o jogo, riscava o meio do gol, sem grama, com os cravos da chuteira. Usava joelheiras elásticas de tiras de feltro na cor crua. Com a bola de capotão, em couro marrom, costurada à mão. Quando o jogo se desenrolava no gramado molhado ou na chuva, a bola se tornava um peso absoluto.

Eu vivi o tempo do onça… Expressão já desconhecida.
A expressão foi criada por volta de 1730, pelo o governador do Rio de Janeiro, Luís Vahia Monteiro, por conta de seu gênio autoritário. E não é que depois de quase 300 anos, volta à bailar a mesma figura truculenta, ranzinza e autoritária daquele tempo?
Só que não como governador, e sim como ministro. Com ele, a justiça foi maculada… Coisa que não poderia ter ocorrido sem marcas indeléveis.
A verdade é que teve espaço e recebeu apoio de seus pares. Os demais, que não fizeram, foram coniventes, mesmo percebendo os absurdos que vinham sendo cometidos.
A justiça tem como premissa a isenção total no caso ou sobre o réu, não permitindo qualquer posicionamento prévio ou pré-julgamento. É preciso muito tempo para se obter credibilidade. Uma eternidade… Diga-se a bem da verdade. Pra se perder… Em um instante.
A justiça não tem direito ao equívoco, principalmente à injustiça. Dificilmente o Brasil, com a sua Suprema Corte, será o mesmo. Será sim um Brasil… Mas sem a credibilidade que uma Suprema Corte exige.
Entristece constatar que de 4 Poderes, não se tenha mais o equilíbrio. Percebemos então, a fragilidade do sistema.
Deveriam aprender com o futebol que baila e surfa a cada gol. E quando jogam mal, perdem o jogo ou nem são escalados ou classificados. Assim deveria ser mesmo a Convenção e Regimento do STF. Sem eira nem beira. Outra expressão que nem se usa mais.
Infelizmente, a justiça se perdeu entre fazer justiça ou fazer justiça social. Ou mesmo não fazer nem uma, nem outra coisa.
Num recente caso, o Juiz condenou uma empresa porque ela não detinha nenhuma mulher em cargo de chefia. E não é só o STF e o Judiciário como um todo. A OAB também entrou na dança.
E as Forças Armadas então… Mas isso é para uma outra crônica.
Pode continuar deitado em berço esplêndido, Brasil, como sempre esteve … Mas acorda enquanto é mais do que tempo.












