As eleições de 2026 se aproximam e, em menos de três meses, o país vai decidir não apenas quem ocupará a Presidência, mas também quem comandará os estados e representará a população no Congresso. É uma escolha ampla, em um momento em que o Brasil precisa de lideranças capazes de reequilibrar a relação entre os Poderes e de conduzir o país com a agilidade e a eficiência que o momento exige, mesmo em meio à polarização.
Chama a atenção que boa parte do debate recente entre os dois principais nomes, tenha girado em torno de atribuir responsabilidades pela eliminação na Copa, enquanto discussões realmente decisivas seguem fora do centro da campanha. Uma delas é a estrutura do serviço público e a proximidade de uma definição sobre a reforma administrativa. A proposta em discussão pode desorganizar todo o funcionamento do serviço público, que é o elo entre o Estado e a sociedade e o que garante segurança, educação e saúde a quem mais depende deles. Cerca de três em cada quatro brasileiros contam exclusivamente com o serviço público de saúde, uma proporção que dá a dimensão de tudo o que uma reforma mal conduzida pode afetar.
Por isso, é importante que neste ano de eleição observemos com atenção e cobremos de quem se candidata o entendimento do que representa o funcionalismo para o país, para que abandonem um pouco a disputa pessoal e pautem a conversa por aquilo que de fato definirá o futuro, reconhecendo o serviço público como parte essencial do funcionamento do país, e não como um gasto a ser cortado.
Vale lembrar que foi do próprio serviço público, com a força técnica dos seus servidores, que nasceu o Pix, hoje uma das tecnologias de pagamento que mais transformam o mundo. Manter e fortalecer essa capacidade técnica é o que sustenta a estabilidade do país no dia a dia. Escolher representantes que compreendam o papel do funcionalismo como base do funcionamento do Estado e do atendimento à população, e exigir deles esse compromisso, é uma das decisões mais concretas que teremos nas urnas em 2026.












