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“Manda currículo”: Nikolas enquadra o ministro de Lula que trocou a Secom pelo tumulto na Band – por Siegfried Albuquerque

O debate da Band terminou, no domingo (18), em confusão generalizada entre aliados de Lula e a campanha de Flávio Bolsonaro. No centro do tumulto estavam Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, e Fábio Portela, responsável pela comunicação do senador.

Segundo o Metrópoles, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) gritou para o ministro “mandar currículo”, alusão ao cargo que Sidônio perde se Lula for derrotado. Na mesma noite, Nikolas já havia chamado os ex-ministros Simone Tebet e Fernando Haddad de “desempregados”.

A provocação acerta um ponto que o governo prefere ocultar. Sidônio não é um militante qualquer: foi o marqueteiro da campanha de Lula em 2022 e, em janeiro de 2025, assumiu a Secom. Comanda a comunicação oficial do governo, financiada com dinheiro público, e encerrou a noite envolvido num tumulto com a equipe adversária. A fronteira entre Secom e comitê de campanha, que deveria ser nítida, desapareceu.

O episódio não foi isolado. Na plateia, a primeira-dama Janja simulou um espirro para dizer “mentira” enquanto Flávio falava e acabou repreendida pela produção.

No púlpito, Lula respondeu à menção aos gastos da mulher chamando o adversário de “mentiroso” e “malandro carioca”.

JANJA, ministro e presidente agiram da mesma forma: como donos do Estado em plena campanha. Nikolas resumiu o que está em jogo no dia 25. Para boa parte do primeiro escalão, a eleição não decide apenas um projeto de país. Decide o próximo emprego.

https://www.metropoles.com/colunas/milena-teixeira/a-provocacao-de-nikolas-a-lula-durante-a-condusao-do-debate-da-band

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