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Administração

O MUSEU E A USP por Paulo Costantini

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Majestoso … Museu do Ipiranga.

Oficialmente inaugurado em 7 de setembro de 1895 com o nome Museu de História Natural.

Tommaso Gaudenzio Bezzi, seu arquiteto e engenheiro italiano, contratado em 1884, para realizar o projeto de um edifício-monumento, estilo palácio renascentista … no mesmo local onde ocorreu o evento histórico da Independência do Brasil.

O edifício começou a ser construído em 1885 … em paredes de alvenaria de tijolos cerâmicos, novidade para a época e concluído em 15 de novembro de 1890, no primeiro aniversário da República.

Esse símbolo da Independência do Brasil … foi vinculado à Universidade de São Paulo – USP, a partir de 1963, como uma instituição científica, cultural e educacional.

Primeiro equívoco, a ver …

A USP não é e nem será uma administradora de bens públicos.

Ato contínuo …

Visitamos, após nove anos de reformas … que somaram o valor de R$ 235 milhões investidos.

Fala a verdade …
É muito dinheiro pra ficar qualquer resquício de pendência !
Não é não ?

Apresentações à parte … recebe uma nota 8.0 / 8.5 e não mais, por falta de atendimento a alguns quesitos.

Ficou excelente, até mesmo a nível internacional … mas deixa a desejar em certos pontos.

Portas e janelas de pinho de riga … restaurados, porém, várias permanecem pintadas e uma delas com um enxerto de pinho de riga, muito mal feito.

Em algumas salas, com uma infinidade de material histórico … a infeliz colocação de um capacete plástico de obras, que destoa totalmente do contexto geral das demais peças.

Inoportuno …

Em outro momento … uma marmita de alumínio em meio a peças daquela época e outra ainda, uma morsa que na época não existia.

Vamos falar a verdade.
Qual a ideia ?
Não dá pra entender.

O calor e a falta de ventilação nos ambientes faz com que fiquem extremamente quentes e desagradáveis … além de provocar a deterioração precoce das peças ali colocadas, principalmente telas e molduras.

Os jardins deixando muito a desejar, e a área externa ainda degradada, a grama alta e parte do mosaico português sem tratamento.

O pó depositado no mobiliário … é marcante, assim como alguns cantos de paredes já marcados e quebrados.

Muitas janelas sem a proteção contra pombos.

As redomas das maquetes do Palácio deveriam ser em vidro ou acrílico … sem montantes e travessas metálicas que dificultem a visualização de detalhes e do todo em vários pontos.

Aliás é a função das redomas …
Proteger sem atrapalhar.

A maquete da cidade da época … poderia estar envolta também em redoma de vidro ou acrílico, para evitar a deposição de poeiras.

O equívoco mais acintoso e realmente chocante … foi encontrar o logotipo da USP na galeria de honra do Palácio, no primeiro patamar da escadaria principal interna, como se a USP fosse parte principal da época e da história.

É o que ocorre com aquele equívoco inicial … denunciado.

É muita presunção … querer ocupar um lugar de tamanha relevância e que não é seu.

É como pendurar bandeiras de times de futebol nos saguões … só porque os administradores têm preferências pelos seus times.

Ou ainda … colocar os logos das Empresas que contribuíram para o êxito da reforma.

Não podem misturar o particular com o público e histórico.

Ainda não deram a devida importância ao tesouro que representa o Museu do Ipiranga e a nossa história !

Visão sem ação é sonho.
Ação sem visão é pesadelo.

Me amem quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso.

Me deem a importância que eu mereço … pra que todos tenhamos a importância que merecemos.
Em alusão ao próprio Museu.

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