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O QUE PENSAM OS ANARCOCAPITALISTAS? por Sorayah Câmara

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O anarcocapitalismo é conhecido, também, como anarquismo de livre mercado. É a filosofia política que promove o voluntarismo em detrimento da coerção. Isso inclui a eliminação do Estado. E como definiu Max Weber (1864-1920), o Estado é o ente que, dentro de determinado território, detém o monopólio legítimo da força.
Ou seja, os anarcocapitalistas negam que o Estado deva ter legitimidade para o uso da força.
Eles defendem a proteção da soberania do indivíduo por intermédio da propriedade privada, tendo os seus direitos sobre a autopropriedade invioláveis, e completamente resguardados.
Eles são, também, conhecidos como “ancaps”.
Eles vivem em um mundo onde todos os serviços públicos – como educação, saúde, justiça e infraestrutura – seriam prestados pelo mercado.
É o chamado “Ancapistão” (uma sociedade, um lugar que após a eliminação do Estado e a proteção à soberania do indivíduo por meio da propriedade privada e do livre mercado, a educação, a saúde, bem como, a polícia, os tribunais e todos os outros serviços de segurança pública seriam fornecidos por concorrentes privados em vez de impostos pelo Estado.).
Porém, não se trata de regras e normas.
Ou seja, a sociedade sem Estado pregada pelos anarcocapitalistas não significa ausência de estrutura organizacional.
O governo existiria, mas seria privado e voluntário, com indivíduos concordando previamente em se submeter a todas as normas presentes naquele local.
É importante observar que o anarcocapitalismo não é uma corrente de pensamento homogêneo!
Portanto, o anarcocapitalismo é um sistema filosófico, político e econômico cujos princípios incluem a liberdade individual, a propriedade privada, o livre mercado, o princípio da não-agressão e, acima de tudo, a eliminação total do Estado.
Ou seja, um libertarismo levado às últimas consequências, em que todos os aspectos da sociedade devem ser privatizados – incluindo a administração pública, a polícia e até a Justiça.
Assim sendo, o anarcocapitalismo e o libertarismo têm em comum a ênfase na liberdade individual, na propriedade privada e no livre mercado.
Mas enquanto os “ancaps” desejam que todas as funções do Estado sejam realizadas por entidades particulares, os libertários tendem a aceitar um governo mínimo, capaz de proteger os direitos básicos e necessários.
O economista e filósofo norte-americano Murray Rothbard (1926-1995), ligado à Escola Austríaca, é considerado o principal teórico do anarcocapitalismo e responsável pela criação do termo.
A raiz “anarco”, derivada do grego “anarkhos” (“sem governo”), não tem nada a ver com bagunça ou desordem.
Em suma, a mensagem do anarcocapitalismo é notoriamente revolucionária.
Ou seja, é revolucionária em seu fim, o desmantelamento do Estado e sua substituição por um processo competitivo de mercado constituído por uma rede de agências, associações e organizações privadas. Também, é revolucionário em seus meios, principalmente nos aspectos científicos, socioeconômicos e políticos.

“O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado.”
Albert Einstein (1879-1955), físico teórico alemão.

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