Por esses motivos que venho me “esquecendo” de ligar a tv ou o radinho para ver ou ouvir as transmissão de jogos envolvendo apelidados grandes times. Em especial, entre paulistas.
Já faz um tempinho esperto. Não me lembro o certo. Só o placar de 1 a 1, que garantia ao Corinthians o título. E o Morumbi como palco. O São Paulo, para ter chance, precisava vencer.
Meu filho, que já vivia nos EUA, estava aqui a trabalho, e queria de todas as formas ir ao estádio. Falei dos ingressos esgotados, da transmissão pela tv… Tudo. mas ele insistia – e me desafiava…
Sábado a tarde, fui ao Morumbi me curvar aos cambistas, que tinham os melhores ingressos – os doados aos conselheiros amigos – que por pecado chegavam às mãos dos cambistas.
Eles me reconheceram. Disseram que estavam trabalhando honestamente, com o que concordei sempre. Só disse – de brincadeira – que queria dois dos melhores a preço de custo.
No domingo, deixamos o carro no estacionamento da Imprensa. Nossas cadeiras ficavam no setor oposto. Na saída, sem pressa, descemos a rua no meio da multidão de coritianos.
Nada demais. Não fosse meu neto, uns 9 anos, com a camisa da TUSP. Pequeno, quase desapareceu cercado por mim e o tio. Mas foi “descoberto” por alguns jovens ‘inimigos”…
“Tu é mesmo folgado, né moleque. Muito folgado, né moleque”… Meu neto nada entendia. Nem que era com ele. Fiz sinal para meu filho e conversei. “Vão comemorar, vão curtir. São campeões..’
Como disse, eram jovens. Ficaram só no sarro. Na ameaça suave…Suave? Fácil escrever hoje, mas na hora…
Agora leio e ouço que um garoto, um inocente, acompanhado de maiores responsáveis por ele, pediu e ganhou a camisa do Neymar, após a derrota do seu time, o Corinthians, para o dele.
Um momento de pureza, sublime, que devia ser aplaudido de forma prolongada por todos que receberam a benção de assisti-lo. Mostrando que futebol é isso? trabalho honesto pelos que o praticam profissionalmente. E um show para os assistentes.
Vivem cobrando do Neymar atitudes que ele nunca prometeu, e nem tem a obrigação, que fique claro. E na tarde perfeita, que ele faz o que dele exigem. No segundo em que um garoto recebe o que poderá ser o maior presente da vida – a camisa do “inimigo”…
Um grupo de infelizes perdem a chance de aplaudir. Vaiam. Xingam. Ameaçam. Obrigam o garoto deixar o local sob proteção policial. A imagem que correria o mundo sob aplausos, é trocada
Foi em Itaquera, mas poderia ter sido em qualquer outro local construído para festas, aplausos e até vaias. Mas só. Não é a torcida do Corinthians – são todas. Uma pena.











