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Segundo turno – por Ricardo Cavalcanti

Depois de tantas entrevistas, debates e manifestações, chegamos à etapa decisiva da eleição: o segundo turno. No próximo domingo, o eleitor voltará às urnas para escolher o rumo que deseja para o Brasil.

O candidato do governo procura reverter o resultado do primeiro turno, apoiado pela força política de quem ocupa a Presidência. Essa condição exige vigilância: a máquina pública deve servir à população, e seu eventual uso eleitoral precisa ser apurado pelas instituições competentes.

O adversário, por sua vez, trabalha para conservar a vantagem conquistada e, se possível, ampliá-la, apresentando-se como alternativa para enfrentar os graves problemas do país.

São duas campanhas com perspectivas distintas. De um lado, um presidente que, depois de três mandatos — doze anos à frente do governo —, apresenta novas promessas para problemas que atravessam décadas, inclusive períodos de administração de seu próprio partido. Cabe ao eleitor perguntar: por que as soluções anunciadas agora não foram realizadas ao longo de tantos anos no poder?

Do outro lado, está um candidato que propõe uma mudança de direção. Suas propostas também devem ser examinadas com seriedade, pois a vontade de mudar precisa vir acompanhada de responsabilidade, competência e capacidade de governar.

A meu ver, chegou a hora de mudar. Mas essa convicção precisa transformar-se em comparecimento às urnas. A vantagem do primeiro turno não garante o resultado do segundo, e nenhum eleitor deve considerar sua participação dispensável.

Quem deseja um novo caminho para o Brasil precisa votar. É nas urnas que a esperança de mudança pode tornar-se uma decisão democrática.

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