Temos uma máquina fantástica dentro da cabeça: o cérebro. Nós pensamos que na maior parte do tempo comandamos o nosso cérebro em nossas decisões.
Mas nem sempre é assim!
Ou seja, somos guiados por circuitos internos do cérebro que nos fazem agir por hábito, estereótipos e decisões muitas vezes inconscientes.
Ou seja, o nosso cérebro nos engana quase o tempo todo.
Esse órgão é o mais importante do ser humano! Por isso, não devemos negligenciar o entendimento e cuidado com ele.
Enfim, para nos tornarmos seres humanos melhores, é necessário nutrir e exercitar melhor o cérebro.
Como uma máquina, o cérebro precisa de energia para funcionar. E ele consome muita energia: cerca de 20% do nosso oxigênio e de 15 a 20% da glicose. Em alguns casos, por exemplo, quando estamos estudando ou participando de uma discussão mais complexa, o cérebro pode chegar a gastar até 50% de todo o oxigênio disponível no corpo.
Por isso, colocar o cérebro em intensa atividade todo o tempo é o mesmo que colocar o motor de uma máquina em velocidade máxima contínua. Em algum momento vai pifar.
O cérebro possui mais conexões do que o número de estrelas em nossa galáxia. Existem de 80 a 100 bilhões de células nervosas (os chamados neurônios) e mais de 160 mil quilômetros de vasos sanguíneos no cérebro.
O cérebro é irrigado por 25% do sangue que circula em todo o corpo e ele, em repouso, produz energia suficiente para acender uma lâmpada de 25 Watts. Portanto, o cérebro faz milhões de conexões novas todos os dias, sem parar.
Conexões novas e em larga escala são energizantes porque levam as pessoas a querer agir e fazer coisas diferentes.
Todos os cérebros não são iguais. Cada ser humano tem um conjunto único de circuitos e conexões que moldam os pensamentos que temos sobre as coisas. A forma como cada um resolve um problema é muito individual e usa um caminho próprio de circuitos dentro do cérebro.
Portanto, cada ser humano é único.
Enfim, tudo o que fazemos na vida depende do nosso cérebro, por isso, precisamos mantê-lo saudável, descansado e estimulado para a nossa jornada diária.
O cérebro consegue enganar a nossa consciência! Ele é o objeto mais complexo do universo, pode até mentir para o seu dono. Descartar informações, manipular raciocínios e até inventar coisas que não existem.
O pensamento intuitivo é que nos diferencia dos robôs. E é ele que permite ao cérebro processar informações na velocidade necessária.
O pensamento intuitivo está sempre presente, mesmo nas situações em que a racionalidade é supremamente importante.
O cérebro humano é o órgão do pensamento!
É interessante, também, observar que episódios alucinatórios conseguem enganar o cérebro. Quem não se lembra do filme “Uma mente brilhante” sobre a vida do genial matemático norte-americano John Nash?
Nash ganhou o Nobel de Economia em 1994. Não obstante a sua genialidade, era esquizofrênico, atormentado por visões e vozes inexistentes: alucinava. Ao final da vida, John Nash se tratou, conseguiu certo equilíbrio mental, viveu até os 82 anos e morreu em um acidente automobilístico. As alucinações não o impediram de contribuir brilhantemente para a matemática e a economia.
Na verdade, todo têm alucinações. Elas são parte da percepção sensorial normal, e não apenas o resultado de transtornos mentais ou drogas, apontam teorias científicas atuais. As alucinações podem ir e vir durante nossas vidas, em momentos de estresse ou cansaço.
Embora todos nós tenhamos alucinações “simples” em alguma medida, as alucinações “complexas” são muito mais comuns em pessoas diagnosticadas com condições psiquiátricas. Portanto, alucinações simples do dia a dia se tornam preocupantes quando começam a atrapalhar a vida normal.
Em suma, com a pesquisa e a tecnologia é bem provável que nos próximos anos vamos compreender as causas e os mecanismos que levam nossos cérebros a enganarem a nossa consciência.
“Se nosso cérebro fosse tão simples a ponto de entendê-lo, seríamos tão tolos que continuaríamos sem entendê-lo”.
Jostein Gaarder (1952), escritor e filósofo norueguês.












