Sócrates (470 – 399 a.C.), filósofo grego, pensava que a filosofia não era um tema árido e intelectual, um jogo para pedantes e acadêmicos, mas, na verdade, uma necessidade da vida também.
Para ele, a vida não -examinada significa, lamentavelmente, a forma de vida de grande número de pessoas, ou seja, vestir-se, tomar café, ir para o trabalho, parar para o almoço, trabalhar um pouco mais voltar para casa, jantar, ver TV, folhear umas revistas, trocar algumas palavras com a família em casa ou com os amigos pelo telefone, vestir o pijama e cair no sono…
Enfim, é simplesmente repetir a mesma rotina indefinidamente!
Porém, para o cotidiano ter sentido existencial coerente e bom senso é necessário que nossas vidas sejam realmente vividas.
Portanto, temos que “examinar” a nossa jornada no planeta Terra para extrairmos no dia a dia o melhor da realidade que nos cerca.
A existência humana está em constante movimento, por isso, temos sempre motivos para analisá-la em prol de um ser humano melhor e um mundo bem mais harmônico.
Somos livres para fazer escolhas na sociedade?
Há uma “mente coletiva” com padrões preestabelecidos que nos conduz para ficarmos distantes do nosso “Eu verdadeiro”.
Não devemos viver como sonâmbulos, mas acordados para a dura realidade que nos cerca e para as vicissitudes da vida.
Portanto, não se deve viver ligado no piloto automático!
Viver plenamente é “examinar” a existência com o uso da razão e o voo do sentir.
O autoexame nos leva a uma profunda compreensão pessoal, ou seja, não é uma vida de mudança, positiva e autodirecionada.
Mas, há um preço alto por viver tal vida que tenta a todo instante se libertar da influência negativa da “Mente Coletiva” que nos afasta da nossa verdadeira personalidade.
Uma jornada existencial “não -examinada” significa uma “vida inteira” desperdiçada na nuvem infinita da ignorância.
Isso é muito triste, pois limita o indivíduo como ser humano!
“Portanto, trate de conhecer a si mesmo que é a mais difícil lição do mundo”.
Miguel de Cervantes (1547 – 1616), escritor, dramaturgo e poeta espanhol.
“A sabedoria está para a alma, assim como, a saúde está para o corpo”.
François de La Rouchefoucauld (1613 – 1680), moralista francês.
A vida não-examinada não vale a pena ser vivida! – por Sorayah Câmara












