O Brasil jogou pela quinta vez em sua história contra a Noruega e não conseguiu quebrar o tabu que já chega a 38 anos, desde que o time brasileiro enfrentou pela primeira vez essa seleção, em 1988. De lá para cá, foram cinco jogos, com três vitórias norueguesas e dois empates. Esse confronto passou a ser um verdadeiro “tabu” para o Brasil, que parece que vai demorar para ser quebrado.
No jogo de domingo, a torcida brasileira tinha quase certeza de que nossa Seleção passaria por cima do time norueguês. Não foi o que aconteceu. Mais uma vez a Noruega venceu. Desta feita, por 2 a 1, em New Jersey, EUA, pelas oitavas de final da Copa 2026. Diante desta desclassificação brasileira, surge a pergunta: é “quem foi o maior culpado por essa eliminação?”.
Particularmente, coloco em primeiro lugar o nome do renomado Carlo Ancelotti, que foi contratado recentemente para renovar a seleção brasileira, mas que, até agora, não conseguiu atingir seu objetivo. No jogo Brasil e Noruega, no domingo passado, só o time norueguês jogou. Ancelotti colocou seu time lá atrás e assistiu o adversário jogar. Foram dezenas de minutos de toque de bola norueguês sem nenhuma atitude do time brasileiro. Na verdade, o Brasil dentro de seu campo, só se defendeu e, em poucos momentos, procurou o gol adversário. O domínio total foi norueguês. E o pior. No segundo tempo, quando se esperava um Brasil mais determinado, marcando no campo todo e atacando o gol da Noruega, isso não aconteceu. Ancelotti, sentado no banco, não tomou nenhuma providência. Só assistiu e não mostrou nenhum poder de reação.
Entre os jogadores, ninguém ousou atacar ou sair do esquema fechado criado pelo treinador. Lógico que em alguns momentos o Brasil até atacou, mas parece que seus jogadores tinham medo de errar, de ousar. De repente surgiu um pênalti, que Bruno Guimarães cobrou muito mal e o goleiro norueguês defendeu. No segundo tempo, quando se esperava uma forte reação brasileira, ela não aconteceu. Ancelotti chegou até a apelar para o decadente Neymar, mas não adiantou. Ele fez um gol de pênalti, mas, no resto, foi uma figura nula em campo. Na verdade, as alterações feitas por Ancelotti não deram certo. E o que é pior. O gigante Haaland, maior artilheiro da Noruega, que no primeiro tempo foi anulado, no segundo fez dois gols e liquidou a fatura.
Noruega 2 x 1. Acabou o sonho.
Agora, só daqui a quatro anos.
Até lá, o Brasil precisa criar um plano de ação, reformular parte do atual elenco (Alisson, Marquinhos, Casemiro, Danilo e Neymar devem ser esquecidos) e novos talentos devem ser procurados com insistência. Como Ancelotti tem contrato até 2030, que ele fique, mas que seja fortemente cobrado para fazer um bom trabalho. Caso isso não aconteça à curto prazo, que um outro nome seja escolhido para seu lugar.
Quanto a talentos como Bruno Magalhães, Vini Junior, Diego Santos, Matheus Cunha, Raphinha, Rayan e Paquetá, que sejam preservados e formem a nova base do time brasileiro. E que os erros ocorridos da última Copa até essa, não voltem mais a acontecer. Detalhe: no final de setembro, haverá uma nova Data Fifa. Que a CBF até lá já tenha um projeto moderno e ambicioso para colocar em ação. O Brasil não ganha um mundial desde 2002. Passou da hora de trabalhar forte para finalmente chegar ao hexa em 2030.
Chega de futebol meia boca e decepções. Nosso país merece mais…











