Em tempos de eleição, muitos candidatos se apresentam. E, por intermédio da propaganda, nos enganam, usando como plataforma de atuação, se eleitos a Educação Pública.
São criminosos da cidadania e não merecem o mínimo respeito de você, que tem que saber que a nossa educação pública está na UTI, em razão exatamente dos péssimos governantes de plantão e de representantes nas Assembleias, Câmaras e Senado de todo o Brasil.
Você como pai e responsável pelo ensino de seus filhos, tem que reagir e ao exercer a cidadania do voto, ignorar os que se utilizam da educação pública, mas por ela, nada fazem e o que é pior, reduzem as verbas, comercializam com objetivo de lucro, mas não tem a prioridade de formar o futuro de uma sociedade.
Infelizmente, a Copa do Mundo faz o povo esquecer a realidade, que sem dúvida está gerando uma desesperança, até no futebol, pois o nosso país tem mostrado violência contra a mulher, recorde de roubo de celulares, assaltos, golpes, corrupção e outras mazelas, que envergonham a nossa brasilidade.
Não se trata de pessimismo, mas sim, realismo que não podemos fechar os olhos, tampouco “tapar o sol com a peneira”, a educação pública é o pilar de toda uma sociedade e quando não é prioritária, o país não progride, basta comparar com outros países.
Chegamos ao cúmulo no Estado de São Paulo que o Governo admitiu mais de 200.000 (duzentos mil) professores admitidos por contrato temporário (categoria O), sem o devido concurso público, transformando o ensino em estatística mentirosa e sem rendimento dos alunos que necessitam da escola.
Você pai também é responsável e não pode se omitir, pois não está assumindo a responsabilidade não exigindo a educação pública devida.
É um direito constitucional que não é devidamente cumprido, pois o despreparo dos educadores que não tem a devida formação, salário digno, nem condições de trabalho, contribui para o caos atual.
Bandeiras de luta, como os da UDEMO não podem ser desfraldadas e se isolarem perante o universo dos poderosos de plantão, que maltratam a educação pública.
Foi necessário até a intervenção do Ministério Público do Estado de São Paulo, ingressando com Ação Civil Pública nº 1013052-13.2025.8.26.0053 contra o Governador para exigir abertura de concurso público, o que é obrigação a que se refere o artigo 37 da Constituição Federal, ou seja, os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Triste é a realidade de julgamento de primeiro grau em que o Judiciário julga improcedente a ação, por incrível que pareça, a abertura do concurso público que se exige via judicial, atuando em nome da sociedade com conivência e submissão ao Poder Executivo ao governante de plantão em desfavor à educação pública no Estado de São Paulo.
Trazemos à luz, a oração do Sermão Sexagésima, do Padre Antônio Vieira, pregado em 1655: “Não hei de pedir pedindo, porque essa é a faculdade de quem pede favor; o que eu hei de pedir é mandando.”.
O Jornal O Estado de São Paulo em matéria de 20/05/2026, escrita por Paula Ferreira e Renato Cafardo noticia mais um vergonhoso acontecimento na educação e o título por si só demonstra o estágio atual do ensino público:
“Mais de um terço dos professores avaliados em exame do MEC não sabe o básico para dar aulas
Prova Nacional Docente avaliou cerca de 760 mil professores; mais de 266 mil não conseguiram atingir o nível de proficiência”
Mais do que torcer para o Brasil na copa do mundo de futebol, é necessário, sem omissão, participar não com falação ou politicagem, mas sim, com ação que tenha a educação pública como prioridade em todos os seguimentos, econômicos, sociais, políticos, pois a geração futura dela depende e o país tem que acordar a consciência de todos os brasileiros para que a esperança se torne uma realidade no mundo atual.
Um abraço.












