O que o clown Javier Milei fez foi um desaforo diplomático ao interferir em negócios internos do Brasil. Como diria meu avô, sem dúvida, ele se imiscuiu indevidamente em assuntos internos do Brasil.

Há precedentes? Há.
Em 28/04/2007, o presidente Lula viajou à Argentina para apoiar o candidato Nestor Kirchner. Dois dias antes da viagem, Lula deu entrevista aos principais diários argentinos -“Clarín”, “La Nación” e “Página/ 12”. Nela, declarou que Kirchner é [era] “uma bênção extraordinária” para a Argentina. É uma declaração que desborda os termos diplomáticos e se interfere diretamente na política argentina.

Na época, classificou a reeleição de Kirchner como “extremamente importante para a integração regional”. Só faltou berrar: “Argentinos de todos os quadrantes, votem em Kirchner.”
Em 3 de julho de 2025, ano passado, Lula foi visitar Cristina Kirchner, presa em regime domiciliar por corrupção.

Em 10/05/2003, o ‘Clarín’ publicou a seguinte frase que o presidente Lula disse ao então candidato Kirchner:
“Se pudesse me nacionalizar [argentino] votaria em você.”
São óbvias intervenções indevidas em questões internas argentinas, embora com mais suavidade do que a patuscada de Milei.
Mas são.












