O Peru esta experimentando uma eleição presidencial das mais renhidas da sua história. E temo que haverá contestação seja qual for o vencedor (Roberto Sánchez) ou vencedora Keiko Fujimori.
Estive no Peru em Lima até a véspera da votação do segundo turno. A capital não parecia viver clima eleitoral nas ruas. A lei eleitoral peruana é muito restritiva e proíbe atos não oficializados, cartazes nas ruas e distribução de planfetos e santinhos, embora me dissessem que no interior algo neste sentido existisse.
A instabilidade política é grande e a troca de presidentes e impressionante, embora ressalte-se não tenha havido limitação alguma das liberdades democráticas.
Um fato interessante: estão presos 4 ex-presidentes e um deles pelo menos condenado pelo braço peruano da Lava Jato (processo de investigação de corrupção originário do Brasil e que foi desmantelado pela Justiça brasileira no caso o STF). Existem muitos condenados cumprindo pena no Peru.
Um outro fato dos resultados até o momento e que me chama a atenção por ter total semelhança com a realidade política brasileira, é que no Peru as regiões mais desenvolvidas, como sua capital Lima (a maior do país) votam ampla e majoritariamente ao candidato que é dito como de direita. E nas regiões menos desenvolvidas (interior, mundo rual), dão imensa maioria ao candidato dito de esquerda.
Cito esta realidade por me fazer pensar numa certa incongruência política.
Eleições presidenciais peruanas – por Roberto Freire












