Tem muita gente assustada com os percursos da economia brasileira. Não precisa estar preocupada. É ruim mesmo.
O que precisamos fazer, nenhum dos candidatos terá condições de fazer sem um Congresso consciente. Então, como ficamos? Precisaremos entrar em uma crise profunda para a reformulação? Não há momento ideal. Todo momento adiado é a certeza de uma crise.
As coisas mudarão quando os banqueiros entenderem que, se não mudar para ficar igual, quebram.
Os cenários, por áreas, são estes:
- 14% de juros oferecem uma remuneração elevada, próxima de 9% reais ao ano, com baixo risco nas aplicações mais seguras.
- 84 milhões de brasileiros estão inadimplentes — aproximadamente 51% da população adulta.
- 9 milhões de empresas estão inadimplentes.
- A dívida bruta brasileira já alcança cerca de 82% do PIB.
- O déficit do Regime Geral da Previdência chegou a R$ 317 bilhões em 2025.
- Cerca de 1,3 milhão de pessoas aguardam cirurgias eletivas no sistema público de saúde.
- 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais: conseguem lidar apenas de forma muito limitada com textos e informações escritas.
- 50,7% das obras financiadas com recursos federais acompanhadas pelo TCU estavam paralisadas — 11.469 obras.
- O governo federal gasta na ordem de R$ 230 bilhões com saúde, enquanto quatro grandes benefícios — Bolsa Família, BPC, seguro-desemprego e abono salarial — ficam na ordem de R$ 370 bilhões anuais.
- As renúncias tributárias federais estão estimadas em cerca de R$ 612 bilhões em 2026, sem que exista um programa consistente de redução desse volume no futuro.
A elite que domina o país não levantará nenhuma reforma sem pressão.
Quem fará a pressão?












