Nasci na década de 50! Inegável dizer que não havia racismo, preconceito, distinção entre ricos e pobres! Hoje concordo que apesar das diferenças e injustiças eventuais, parece que todos se acomodavam em suas situações! Nos anos 70, chamados de “Anos Dourados”, “ “todos unidos num só coração, todos unidos na mesma emoção, parece que todo Brasil deu as mãos”, foi a tônica daqueles tempos.
Não havia politicamente correto, nem “boa tarde a todas e a todos” ( hoje “todes”), homicídio não era só de homens, aprendiamos Português da mesma forma nas escolas, parávamos aos Domingos para assistir a Jovem Guarda, diariamente as novelas da Globo ( quando eram decentes), programas de TV tradicionais….
As divisões começaram nos anos pós regime militar! As esquerdas agora legalizadas, iniciaram seu projeto de poder, infiltrando-se em fábricas no campo, nas escolas, Universidades, nos Conselhos Tutelares, criando ONGs e com apoio das esquerdas internacionais, ganharam força total!
Foi um admirável trabalho de formiguinha, sem desanimar com derrotas eleitorais sofridas….
Não era de se estranhar, que José Dirceu em um arrombo de sinceridade proferiu em setembro de 2018, em entrevista ao jornal espanhol El País:
“Dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição.”
Tal profecia foi adiada por alguns anos devido aos escândalos do Mensalão, Petrolão e a Lava Jato…. Dilma caiu, Lula foi preso, Jair Bolsonaro eleito… Mas veio a pandemia e um terremoto se abateu sobre a Direita! “O Sistema é fød@ -(como disse o Capitão Nascimento)” e massacrou o falastrão Capitão, acusando-o de genocídio, entre outras coisas, com o apoio das velhas mídias, fortemente influenciadoras do povo mais desinformado! Com a ajuda delas e de forte campanha de desinformação, seu filho Flavio, também sofreu derrota semelhante,embora contrariando todas as pesquisas de opinião, mesmo as mais tendenciosas à esquerda!
A Campanha acirrada ,como fora na anterior, dividiu famílias,amigos, colegas de trabalho, estudantes, e até crianças…
Um país inteiro!
Mas o que ficou claro, e é o título do artigo, que dividiram o Brasil em 2 povos distintos que pensam completamente diferente, e como fato principal, ambos os lados, Esquerda e Direita, possuem entre seus ferrenhos defensores, Milionários, Grandes Empresários, Executivos, Profissionais Liberais, Operários,
comerciantes, estudantes, jovens e idosos, ricos e pobres em geral….
Apenas uma coisa os diferem: A esquerda ganha em ter a seu lado um enorme contingente de pessoas que vivem do assistencialismo, da Bolsa Família- que em minha opinião- NÃO deveriam ter direito a voto enquanto dependessem de quem trabalha duro para sustentá-los, mas que eles atribuem à esquerda tal benefício!
Também pesa o fato da campanha do terror, que ameaça a perda desses e outros direitos e benefícios, caso a Direita venha a vencer…
Um mérito se faz justiça a Lula: Conhece profundamente, e consegue lidar com mestria com a ignorância dum povo que sequer sabe o que está escrito na bandeira do Brasil, qual é a Capital do país, quanto é uma dezena, que o maior Rio do Brasil é o Rio de Janeiro e outras respostas que seriam cômicas senão trágicas e diariamente obtidas nas ruas brasileiras, por pessoas, que chegaram a frequentar escolas, mas pouco ou nada aprenderam, evidenciando a formação de milhões de analfabetos funcionais, retrato de uma Educação caótica!
E assim fica dividido em 2 povos nosso Brasil, um eterno país do futuro que não viverei para ver chegar! (Quem sabe, nossos netos????)
Raul Jafet é Apresentador de TV, Radialista, Jornalista. Apresentou nas Rádios Gazeta, Trianon e Record, durante muitos anos o Programa Falando Francamente e Quebrando a Banca. Na TV, os programas Clube Musitech,Questão de Justiça e Quebrando a Banca, ao lado de grandes nomes como: Samir Achoa,Walter Abrahão,Afanasio Jazadji,o escritor Fernando Jorge,David Neto,Liliane Ventura,Walter Ciglioni e outros…Recebeu entre outras condecorações, a Medalha Anchieta, por serviços prestados a Cidade de São Paulo, e a Medalha de Tienne por S. Caetano do Sul.











