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Administração

A DERRAMA FEDERAL por Foch Simão

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A ânsia arrecadatória do governo federal, com o puro ânimo de gerar recursos para
custear os seus propósitos políticos visando as eleições de 2026 e a consequente
manutenção do poder nas mãos da esquerda, está conduzindo a uma verdadeira
derrama sobre a classe média brasileira. Neste sentido, o governo Lula estuda
limitar dedução com saúde na apuração do imposto de renda, um dos poucos
recursos que esta importante classe social tem a capacidade econômica de
investir, a boa higidez das famílias brasileiras.
Essa medida proposta pelo governo Lula de limitar as deduções com a saúde na
declaração do imposto de renda para arrecadar mais impostos é preocupante,
pois impacta diretamente a classe média brasileira. A saúde é um dos aspectos
essenciais para o bem-estar das famílias, e limitar as deduções poderia dificultar
o acesso a tratamentos, a medicamentos e aos serviços de saúde de qualidade.
Além disso, a classe média já está sobrecarregada com uma carga tributária
indireta elevada e essa derrama do governo federal apenas aumentaria as suas
despesas ordinárias, reduzindo a sua capacidade econômica e prejudicando além
dos seus investimentos em saúde, inversões em outros setores.
É importante que a administração leve em consideração os impactos sociais
dessa proposta e busque alternativas para arrecadar recursos sem comprometer
a saúde e o bem-estar das famílias brasileiras. Afinal, garantir uma boa qualidade
de vida para todos os cidadãos deve ser uma prioridade, independentemente de
objetivos políticos ou eleitorais.
Um governo que para vencer as eleições majoritárias de 2022 levantou a bandeira
da justiça tributária e do amparo social, por motivo puramente eleitoreiro, ataca
perversamente a capacidade econômica da classe média, que em maioria lhe deu
o necessário apoio nas urnas, com a perspectiva sinistra de trazer para este setor
da sociedade brasileira mais ônus dos muitos que a sanha impositiva já lhe
castiga.
O terceiro governo Lula está agindo de forma irresponsável, manipulando
questões tão importantes como justiça tributária e amparo social apenas pelo
puro interesse eleitoral. Ao atacar a capacidade econômica da classe média, está
sem dúvida, afetando negativamente a base da economia do país, prejudicando a
geração de empregos e a capacidade de consumo dos brasileiros.
A imposição de mais ônus sobre a classe média não é justificada, pois ela já
contribui significativamente com o pagamento de impostos e encargos em face da
sua reduzida mobilidade econômica, com ínfima capacidade de planejamento
tributário. Além disso, colocar um peso maior em uma única parte da sociedade
brasileira não é justo tampouco equitativo.
A administração federal deveria buscar formas de ampliar o amparo social sem
sobrecarregar um único grupo, promovendo políticas que beneficiem a todos os
brasileiros. A justiça tributária também deve ser uma pauta séria, buscando
equilíbrio e distribuição de encargos de forma justa e proporcional e não ser o
fruto de uma concepção arrecadatória desesperada para cobrir um desastre
fiscal.

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