As relações humanas, na atualidade, projeta-me a diversas análises, pois vivemos os mais variados contextos, que vão desde a coerência à total falta de coerência. Nesse sentido, cabe a mim, como jornalista e estudioso das relações sociais, fazer uma observação apurada dos momentos da humanidade.
Tenho notado que, de duas décadas para cá, a cada ano que passa, as pessoas estão mais distantes umas das outras, e isso é muito triste e preocupante quando avalio o ponto de vista da evolução humana, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Isso porque vivíamos em um mundo no qual as relações eram profundas, intensas e verdadeiras. Ao contrário de tudo isso, hoje lidamos com uma comunicação artificial e superficial. Artificial porque muitos textos são produzidos pela IA (Inteligência Artificial), e superficial por conta da falta de conteúdo e de presença das pessoas nos diálogos. Discorrer sobre esse tema é algo complexo, porém, quando refletimos à luz do filósofo polonês Zygmunt Bauman, tudo ganha corpo, e isso é assustador.
Observo tudo à minha volta. Vejo como as pessoas se comunicam e como o fazem. Analiso a dicção, a capacidade de pensar e de desenvolver pensamentos complexos e chego à conclusão de que estamos muito distantes de uma saída para todo esse emaranhado de questões no qual nos encontramos. Sem falar nos “mimis”. Hoje, tudo é preconceito; uma simples brincadeira pode se transformar em uma grande confusão e, com isso, o isolamento humano vem ganhando, a cada dia, uma escalada ainda maior.
Relações líquidas, momentos adversos e um desafio constante de se manter consciente em meio a tantas loucuras e coisas sem nexo algum. Tudo isso só mostra o quanto precisamos de educação em casa e nas escolas. Algo que verdadeiramente possa preparar os jovens em todos os aspectos necessários para um processo de desenvolvimento e evolução.
Meu texto não vem de IA, pois como sempre, digo aprendi a escrever escrevendo, pois precisamos praticar todos os dias o nosso cérebro para que não sejamos ou não nos tornemos robôs.












