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Futebol

CAMPANHA PÍFIA E ALTAS DÍVIDAS AMEAÇAM  REBAIXAR TIMÃO PARA A SÉRIE B. Por Sergio Carvalho

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Fora o Cuiabá, que está em vigésimo lugar na tabela de classificação da série A do Brasileirão, o Corinthians é, no momento, o pior time da competição e, desde já, um dos mais sérios candidatos a ser rebaixado no final do ano para a série B, do Brasileiro. A única forma de evitar que isso aconteça, será reformular seu atual projeto financeiro e imitar o que Eduardo Bandeira de Mello, então presidente do Flamengo, fez alguns anos atrás. Ele resolveu reunir todos os integrantes de sua diretoria (além dos representantes de todos os órgãos ligados à administração) e pediu apoio irrestrito para executar um ousado projeto de recuperação financeira do clube, que à princípio deixaria de investir no futebol e passaria a se dedicar a cumprir em todos os detalhes, tudo o que seu projeto determinava. Parte da torcida na época reclamou muito, mas, em pouco tempo, todos perceberam que aquela era mesmo a única saída para que Mello e seus parceiros pudessem tirar o clube da triste situação pré-falimentar em que se encontrava. É exatamente isso que Augusto Melo, atual presidente do Corinthians, precisa ter coragem de fazer em seu clube. Caso contrário, o Corinthians não vai suportar o peso de suas dívidas e vai entrar em parafuso não só como clube, em si, mas também no futebol, que é a verdadeira razão de sua existência.

Para que vocês entendam melhor os motivos que me levam a fazer essa sugestão ao presidente corintiano, vou começar pelo futebol. Os gastos para manter um elenco como o atual é extremamente alto. Além de pagar técnico, comissão técnica, jogadores e assessores gerais, há ainda a manutenção do centro de treinamentos, o gasto com transporte de funcionários e jogadores, além dos gastos com concentrações, viagens, hotéis e tudo que um clube profissional como é o Corinthians, precisa gastar para disputar tantas competições como as que os clubes brasileiros disputam atualmente em nosso País. E mesmo com tanto investimento, o Corinthians só tem decepcionado. Tanto que hoje ele é o penúltimo colocado do Brasileiro onde disputou 3 jogos, empatou 1, perdeu 2, não marcou nenhum gol e sofreu 3. Saldo negativo de 3. Enquanto isso, as dívidas só crescem. De 211 milhões de reais em 2019 chegou a 511 milhões em 2024. Há dívidas atrasadas que precisam ser pagas à curto prazo no valor de 67 milhões. O clube ainda deve boa parte do seu novo estádio para a Caixa Econômica Federal. E ainda existem, segundo informam, outras dívidas que superam um bilhão e meio de reais. Como pagar tudo isso e ainda querer manter o futebol com gastos atuais? E se o time cair neste ano, como essa situação vai ficar com menos arrecadação e mais despesas??

Por isso é que insisto em dizer que o presidente Augusto Melo, ao invés de continuar investindo milhões na contratação de reforços e de querer ganhar um título a qualquer custo, deveria sim procurar seus parceiros de diretoria e propor um  basta na atual situação vivida pelo clube. Até sugiro que procurem o ex -presidente Eduardo Ferreira de Mello, do Flamengo, para pedir uma cópia do projeto que fez anos atrás no seu clube. Só que para seguir minha sugestão seria necessário que Augusto Melo fizesse as pazes com seu vice, Rubens Gomes, o Rubão. Ambos brigaram recentemente e a tendência é que a tensão entre eles só aumente. Nessa briga, por sinal, já entrou um outro personagem, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo (que apoia Augusto Melo). Numa dessas, a possibilidade de acordo entre os dois, é quase impossível. Mas ainda há uma saída. Que as Uniformizadas se reúnam (deixando as divergências de lado) e deem uma boa pressionada nestes dirigentes. Será que não daria certo? Quem sabe. Mas se eles aceitarem em só pensar no clube e não em sí, terão todas as condições de criarem juntos um super projeto, tipo o Bandeira de Mello, que certamente tiraria o Corinthians do buraco. Caso contrário, tudo aquilo que disse no texto de abertura, será confirmado. O Corinthians vai implodir financeiramente e, por consequência, sem dinheiro e estrutura, seu futebol deixará de existir. Ou estou sendo pessimista demais na minha previsão?

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