A maioria esmagadora da população brasileira tem muita preocupação quanto à marginalidade, mas existe um contrassenso enorme nesse sentido, pois em seu cotidiano, as pessoas ficam totalmente desligadas e, consequentemente, sujeitas a situações de perigo constante.
“Mas quais os perigos que podemos enfrentar?” A resposta é esclarecedora: depende muito mais de nossa postura do que a ação propriamente dita do criminoso! Bandidos que perambulam pelas ruas de carro, moto ou a pé não possuem vítimas pré-determinadas. A escolha da pessoa a ser assaltada não ocorre por acaso e nem é feita de forma aleatória. O criminoso tem o desejo e a vontade de roubar alguém. A escolha do alvo se baseia na postura dos candidatos a vítimas da ocasião. É muito fácil perceber se alguém na rua está distraído, preocupado, embriagado, namorando, papeando, enfim, relaxado com a segurança.
“Mas é possível evitar ser assaltado, Lordello?” A resposta correta é: depende. Depende do nível de atenção das pessoas no tocante à segurança pessoal e das medidas protetivas efetivas que estão sendo tomadas no momento. São essas medidas de ordem preventiva que podem desencorajar o criminoso ou fazer com que não identifique uma potencial vítima. No momento em que não ofertamos a “oportunidade”, que tanto os marginais de rua desejam, ficamos despercebidos a seus olhos. Essa “oportunidade” que o bandido tanto procura é oferecida pelo “comportamento inseguro” da pessoa escolhida para ser vítima.
Não adianta torcer ou rezar para não ser assaltado. Não adianta jogar toda a responsabilidade nas costas das forças policiais, pois em nenhum lugar do mundo é possível manter um profissional de segurança pública em cada esquina.












