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Fim de festa – por Tim Teixeira

Terminou a Copa.

Terminou a festinha particular de Infantino, o dono da FIFA, que pouco mais tem a oferecer do que o seu sorriso de bobo da corte.

Embora o show de encerramento (como os americanos sabem muito bem fazer) tenha sido um espetáculo, o jogo final em si entregou menos do que se esperava. Quem poderia imaginar que uma seleção finalista da Copa do Mundo só iria dar seu primeiro chute no gol (e errar) no final da prorrogação? A própria Espanha, dando a impressão de dominar a sua presa para subjugá-la no momento adequado, não chegou a mostrar brilho. O futebol, parece, ficou restrito à disputa do terceiro lugar, no dia anterior.

Como sempre, Infantino (para quem o adjetivo cretino não é apenas uma rima) disputou a primazia das imagens com os jogadores que corriam em campo. Desta vez, blindado por uma proteção de vidro (talvez quisesse esconder alguma coisa). Enquanto isso, o primeiro-ministro da Espanha passaria por um torcedor qualquer se não tivesse sido mostrado numa cena de três segundos da TV da FIFA (até porque não seria conveniente mostrá-lo).

A própria cerimônia de premiação foi quase melancólica. Montado o palco no meio do gramado, Infantino assumiu o seu papel de atorzinho de segunda categoria e tomou conta de todas as medalhas, ao lado de Trump. (Ainda bem que Milei, inutilmente preso às suas superstições, não apareceu). Ao primeiro-ministro do Canadá e à presidente do México (também promotores da Copa) restou o papel protocolar de distribuir sorrisos e apertos de mão.

Incluído o sentimento do torcedor brasileiro, sufocado por uma seleção sem talento e sem alma, foi quase tudo melancólico.

Menos para Infantino, que deve ter saído satisfeito (sempre subserviente como um ratinho amestrado).
Quem disse que ao bobo da corte devem ser reservados apenas papéis secundários?

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