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O brasileiro é individualista ou pensa no coletivo? – por Jorge Lordello

Um lavrador com a esposa doente chamou um sacerdote budista à sua casa. O sacerdote começou a rezar pedindo que Deus curasse todos os enfermos mas o homem o interrompeu e disse: “Um momento, eu pedi para que rezasse por minha esposa, e o senhor pede por todos os doentes?”.

O monge explicou: “Estou rezando por ela”.

Mas o lavrador retrucou: “Mas pede por todos. Pode terminar beneficiando o meu vizinho, que está doente também. E eu não gosto dele”.

O budista se indignou e comentou: “Você não entende nada de curas. Ao rezar por todos, estou unindo minhas preces às milhares de pessoas que encontram-se agora pedindo por seus doentes. Somadas, estas vozes chegam até Deus e beneficiam a todos. Divididas, elas perdem sua força, e não chegam a lugar nenhum” e deixou a casa em seguida.

O leitor acha que o brasileiro em geral é individualista ou pensa no coletivo? Uma coisa é certa, a cultura do “jeitinho brasileiro” tem caráter eminentemente individualista. Aqueles que praticam atos anti éticos, imorais chegando até a pequenos delitos e infrações para levar a tal “vantagem” não consegue enxergar a sociedade como um todo, ou seja, vê apenas o próprio umbigo.

Ser “esperto”, na maioria das vezes, é estar prejudicando alguém ou muita gente. Comprar mercadoria falsificada, contrabandeada ou de origem ilícita é prejudicar o mercado como um todo, gerando desindustrialização no Brasil e desemprego. Desafiar as leis de trânsito para chegar em algum lugar mais rápido ou insistir em beber e dirigir é colocar em risco não só a própria integridade física e sim a dos outros motoristas também. Emprestar a carteirinha do seguro saúde para um conhecido sem plano ou inverter a responsabilidade em uma colisão de automóvel envolvendo terceiros… Furar a fila, seja de evento esportivo ou para ter preferência em atendimento em hospital público, é deixar várias pessoas para trás.

De nada adianta apontar o dedo para aqueles que roubaram o dinheiro público em larga escala se no cotidiano tenta corromper agente público numa simples fiscalização de rotina.

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